Fobias: causas e tratamentos

Medos irracionais, as fobias já têm suas causas estudadas e há tratamentos psicoterápicos eficazes.

Fobias são medos persistentes que podem gerar situações de pânico, até a paralisia. Casos mais leves podem prejudicar os relacionamentos interpessoais e dificultar a ascensão profissional. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 14% da população mundial apresente alguma fobia. As causas podem estar relacionadas a fatores genéticos e traumas psicológicos; os principais tratamentos envolvem terapias e, em casos mais graves, o uso de medicamentos.

Fobias: causas e tratamentos

O diagnóstico é feito com exames de pressão sanguínea e frequência cardiorrespiratória, que se aceleram quando o fóbico é exposto ao seu medo. Os exames clínicos são complementados com entrevistas e análise do histórico de vida do paciente. A palavra tem origem grega (Fobos, ou horror, é o nome de uma das luas de Marte, planeta apelidado de “pequeno maléfico”).

Veja também: Alguns tipos estranhos de fobias

As fobias são medos irreais e excessivos de determinadas situações e atividades, bem como a aproximação de certas pessoas e animais. O medo é um processo natural, desenvolvido ao longo da evolução humana, relacionado à proteção e preservação da espécie. É natural sentir medo na presença de um animal predador ou peçonhento, ou de um ladrão.

Algumas fobias são bastante limitadas. Por exemplo, aracnofobia (medo de aranhas), galeofobia (de gatos, às vezes apenas de filhotes), coulrofobia (de palhaços). São as chamadas fobias simples ou específicas, em que o paciente tem uma vida razoavelmente saudável, bastando evitar o contato com o fator que dispara a ansiedade.

As fobias sociais são mais prejudiciais. Claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (de locais movimentados), acrofobia (de altura) e nictofobia (do escuro) podem determinar o isolamento do paciente ou determinar sua rotina; alguns fóbicos podem rejeitar propostas de trabalho, locais de moradia e até impedir atividades de lazer, como ir ao cinema.

Algumas pessoas desenvolvem medo de usar sanitários públicos. O medo pode estar relacionado também a serem vistas entrando no banheiro. Outras têm medo de abuso sexual (acrafobia) e até de flores (antofobia) e cruzamentos de ruas (agirofobia), o que dificulta e até impede o trânsito pelas ruas.

A psiquiatria já identificou centenas de fobias. Os tratamentos mais indicados são a psicoterapia comportamental cognitiva: 75% dos pacientes respondem bem. Em alguns casos, adota-se a dessensibilização, terapia de exposição gradual e controlada ao fator que gera o medo. Os fóbicos, no decorrer das sessões terapêuticas, conseguem desenvolver mecanismos de controle, até superar a doença.

Indivíduos não tratados adequadamente, especialmente os portadores de fobias sociais, podem gerar desordens do pânico e transtornos obsessivos compulsivos, enfermidades severamente incapacitantes. O ideal é procurar terapia o mais cedo possível. Pais que identifiquem medos irracionais nas crianças devem provocar ajuda médica: o tratamento precoce é mais rápido e eficaz.

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