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Exigindo seus direitos de consumidor com eficiência e classe



A algum tempo estou querendo comprar o celular Chocoligth da LG, sei que não é um top de linha, mas me simpatizei pelo aparelho. Para minha sorte, ganhei o celular da namorada no dia do meu aniversário (28/08) e detalhe, desbloqueado, fiquei muito feliz, mas quando fui utilizar veio a decepção, percebi que o aparelho não era desbloqueado e estava com defeito.

O aparelho foi comprado uma semana antes do meu aniversário, e na nota fiscal constava que a troca só poderia ser feito em três dias, pois bem, vamos na loja mesmo assim tentar resolver.

No primeiro momento foi um “empurra-empurra”, ninguém queria pegar o pepino, passando de mão-em-mão sem nenhuma solução. Depois de mais ou menos 15 minutos veio um corajoso funcionário em minha direção dizendo “você vai ter que ligar para este 0800…”, apontando para um número na caixa do celular.

Questionei o motivo e o rapaz alegou que o prazo para troca já tinha terminado, mostrando a nota fiscal. Nem esperei ele terminar de falar e retruquei, disse que iria levar ao Procon e que conforme os direitos do consumidor, eu teria 7 dias para trocar o aparelho na loja ou até mesmo desistir da compra, mostrando entender das coisas, mesmo sem entender nada, mas foi o suficiente para o cidadão sair correndo e voltar logo após dizendo que iria trocar.

Ufa, fiquei aliviado, mas espera aí, minha namorada falou que a moça à vendeu um aparelho desbloqueado, então quero um desbloqueado. Fui até o caixa para pegar a nova nota fiscal e outra funcionária me informa que teria que pagar R$ 15,00 pelo chip, como assim? O aparelho foi comprado sem o chip.

Questionei mais uma vez, fiz várias perguntas sem muito sentido e mais uma vez demonstrei entender de alguma coisa. Neste momento percebo que eles começam à ficar “atrapalhados” com a quantidade de informações e reclamações que estava fazendo.

Para resumir, no final sai com o aparelho novo funcionando perfeitamente, não paguei os R$ 15,00 e ganhei um crédito de R$ 34,00 (não sei de onde saiu este crédito), que troquei por três toalhas de banho.

Depois fiquei pensando, se a “patroa” tivesse ido sozinha, voltaria com o aparelho quebrado. Ela é muito calma e não iria arrumar confusão. Na verdade acontece isso com muitos consumidores, que não questionam e aceitam tudo que os atendentes falam.

Mas para evitar que pessoas com o mesmo problema fiquem no prejuízo, há formas constatadas por mim quando fui trocar o celular, que ajudam bastante na hora de exigir os direitos de consumidor, confira:

1º - Tenha alguma razão para reclamar;
2º - Vista-se bem. Uma boa beca vai intimidar o atendente;
3º - Demonstre confiança, faça parecer que entende das coisas, mesmo que não entenda nada;
4º - Pronuncie a palavrinha mágica “Procon”;
5º - Não ofenda e nem grite com os funcionários, seja simpático, mas firme;
6º - Último caso, chame o gerente.

Seguindo as dicas, quem sabe você consiga sair da loja até com algum brinde ou crédito.

Se você leu até aqui, vale a pena conferir o vídeo que retirei do blog “Pobrema” de uma mulher louca e sua filha que instalam o Windows XP pirata e depois ligam para o suporte da Microsoft para reclamar de um problema. E viva a inclusão digital, veja:

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5 Comentários para o post “Exigindo seus direitos de consumidor com eficiência e classe”

  1. De alex em 01/09/2007 | Responder

    Algumas considerações Alexandre:
    Vista-se bem. Uma boa beca vai intimidar o atendente;é verdade loja nem atendente algum dão atenção a pessoas humildes no trajar mesmo que sejam podere de ricas.
    Demonstre confiança, faça parecer que entende das coisas, mesmo que não entenda nada;se gagueijar acabou pode guardar o equpamento na sacola e ir par o procon
    Pronuncie a palavrinha mágica “Procon”;nesta hora as coisas começam a mudar de figura
    Não ofenda e nem grite com os funcionários, seja simpático, mas firme;a esta altura já é quase impossível manter o auto controle murros no balcão e proferição de palavras chulas já manifestam
    Último caso, chame o gerente.Já foi chamado e junto com ele vem os seguranças da loja.

    Quanto a maluca do XP Pirata a esta altura já deve ter sanado o problema com a troca da chave do SO da sacana.



  2. De Coeli em 02/09/2007 | Responder

    Na verdade o consumidor tem 10 dias para trocar o produto na loja em que comprou caso o produto venha com / ou dê defeito. E se não me falhe a memória, esses 10 dias também incluem desistência da compra. :)
    E hoje em dia “Procon” não faz mais muito efeito. Pelo menos não na minha cidade. O grande lance é falar que vai levar o caso para o Juizado Especial do Consumidor. Nessa hora o pessoal até te chama de “doutor”, te oferece água, café, refrigerante… Uma maravilha!



  3. De Marcelo em 16/10/2007 | Responder

    Pessoal

    Só completando, pelo que eu sei, todo e qualquer produto que cause insatisfação, mesmo que esteja sendo utilizado, tem o prazo de 30 dias corridos para a troca ou devolução na loja em que foi comprado, sem nenhum prejuízo para o comprador.

    Em 1 semana, ou em 10 dias, o cliente sequer aprende a utilizar corretamente o produto.



  4. De Reinaldo em 12/12/2007 | Responder

    É muito comum nos deperarmos com problemas na hora de trocar um produto com defeito ou que não corresponda as exigências pré-estabelecidas pelo fabricante. Nessas horas, embora seja difícil, devemos manter a calma e estabelecer um único objetivo: RESOLVER O PROBLEMA. Por isso, de nada adianta vestir-se bem para impressionar e fingir que sabe dos seus direitos sem na verdade saber de nada. Até mesmo porque, todo ser humano é um consumidor em potencial, desde o mais humilde até o maior empresário da cidade. Não importa a roupa que você veste, desde que conheça seus direitos. Não adianta mencionar a palavra PROCON, sem saber exatamente o que ele pode fazer pelo consumidor e em quanto tempo resolverá isso, mesmo porque, a maioria dos atendentes e gerentes, estão cansados de saber que entre DEZ clientes insatisfeitos que pronunciam a palavra PROCON, apenas 1 sabe realmente como recorrer aos seus direitos e nessa hora eles continuaram tentando convence-lo de que a loja nada pode fazer por você. Não ofender e ser simpático é uma conduta perfeita e resolverá o problema da mesma forma, mas lembre-se mostrar educação e simpatia em excesso pode demonstrar receio e inexperiência do consumidor e com certeza, o vendedor irá taxá-lo como leigo, dificultando o desenrolar da conversa. Então, seja educado, mas não demonstre medo na hora de pronunciar as palavras.
    DICA: NÃO VÁ DE MÃOS ABANANDO, NEM FINJA QUE SABE TUDO. INFORME-SE PRIMEIRO E TENHA EM MÃOS UMA DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA DE QUE VOCÊ CONHECE SEUS DIREITOS E QUE CERTAMENTE IRA EXERCÊ-LOS. UMA CARTA BEM REDIGIDA AO PROCON, COM TODOS OS NUMEROS REFERENTES AO PRODUTO E O NOME DE PELO MENOS UM DOS ATENDENTES OU GERENTES DA LOJA, PODE SER DE GRANDE AJUDA NA HORA DE PROCURAR SEUS DIREITOS E, DEVE ESTAR COM VOCÊ NA HORA DE VOLTAR AO LOCAL DA COMPRA. MAS FAÇA ISSO, SABENDO QUAIS SÃO REALMENTE OS SEUS DIREITOS COMO CONSUMIDOR E COM CERTEZA NÃO IRÁ PASSAR POR NENHUMA DIFICULDADE E NEM MESMO ABORRECIMENTOS DESNECESSÁRIOS. Espero que tenha ajudado com essas dicas e tenho certeza de que na próxima compra você estará preparado antes mesmo de abrir o produto. Um abraço a todos.



  5. De Reinaldo em 12/12/2007 | Responder

    Algumas correções sobre o texto anterior:
    Na primeira linha: é depararmos e não deperarmos.
    Na 11ª linha: é, continuarão tentando e não, continuaram.



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