Exercício físico também ajuda a memória

Nos últimos anos, a neurociência vem aprendendo que o exercício físico é tão para os músculos quanto para cérebro.

Por ao menos cinco razões, praticar algum exercício físico por 30 minutos, três vezes por semana, ajuda a memória. Os seres humanos precisam se mexer para sobreviver – apesar de o esforço atual para se defender e conseguir alimento não seja nada perto do que nossos ancestrais precisavam fazer – e, por isto, o cérebro foi programado, ao longo de milênios, a estimular o movimento.

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Muitos atletas amadores relatam que, depois do exercício, eles conseguem raciocinar melhor e, estimulados, corredores urbanos conseguiram relatar detalhes de prédios e parques por que passaram dificilmente identificáveis pelos transeuntes na correria do dia a dia. Por outro lado, sedentários que precisam deslocar-se a pé por qualquer motivo relatam exatamente o contrário: ao final da marcha forçada, sentem-se exaustos e incapazes de retomar as tarefas diárias.

Os dois grupos estão certos. Exercícios físicos realmente ajudam a melhorar a memória (além de outros benefícios, relatados a seguir), mas, quando feitos em excesso ou de forma irregular – uma única caminhada mensal, para receber a aposentadoria, por exemplo – acarretam prejuízos à saúde.

Os benefícios da atividade física são bem conhecidos. Os não sedentários correm menos riscos de sofrer um acidente vascular cerebral, que põe em risco a mente e a própria vida. Isto ocorre porque o exercício fortalece a circulação cardiovascular, favorecendo a irrigação de sangue no cérebro.

Durante os exercícios, o sistema de recompensa é incentivado. O cérebro é estimulado a produzir prolactina, hormônio de ação calmante, e a liberar endorfinas, neurotransmissores relacionados ao aumento da sensação de prazer e à redução das sensações dolorosas. As endorfinas também ajudam a melhorar o aprendizado e a tomada de decisões.

Ao usar os músculos, o exercício contribui para relaxar a tensão acumulada nas atividades cotidianas. Com o corpo relaxado, o cérebro também se acalma. Este é o motivo por que o esporte ou exercício no final do dia são atividades desestressantes e também ativam o sistema nervoso parassimpático, que promove a digestão, o crescimento protege o coração e, no longo prazo, atua na redução do estresse e da depressão.

Estudo realizado pela Universidade da Geórgia (EUA), revisando artigos sobre o impacto dos exercícios físicos escritos nos últimos 30 anos, comprovou os efeitos positivos não apenas sobre a saúde física, mas também mental: a prática regular melhora o humor e alivia a ansiedade, auxiliando no desenvolvimento das tarefas mentais.

Uma revolução científica

Todos estes fatores relacionados ao exercício físico ajudam a melhorar a memória, por permitir um funcionamento mais adequado do sistema nervoso. Mas ainda há mais.

Pesquisadores descobriram recentemente algo considerado impossível pela ciência clássica: exercícios regulares fortalecem o surgimento de novos neurônios, mais precisamente na região do hipocampo. Até então, considerava-se que as células nervosas não eram renovadas.

Durante os exercícios físicos, especialmente os aeróbicos, o fígado produz substâncias que, liberadas na corrente sanguínea, transforma-se em BNDF (sigla em inglês para fator neurotrófico derivado do cérebro), que estimula o nascimento de neurônios. A carência de BNDF está relacionada a várias doenças, como depressão, distúrbio bipolar e fibromialgia.

Os exercícios são indicados para todas as faixas etárias. Estudos da Universidade de Illinois (EUA) envolvendo grupos de sedentários e praticantes de atividades físicas moderadas entre 55 e 80 anos demonstraram que os ativos tiveram o hipocampo aumentado. Os voluntários foram acompanhados durante 12 meses. A redução do hipocampo, até então considerada natural no processo de envelhecimento, é responsável pelo declínio cognitivo e aumenta o risco de demência senil. Para as pessoas que já atingiram a meia idade, a prática mais adequada é a caminhada, exercício que garantiu aumento de 2% da massa do hipocampo.

O hipocampo é responsável pela formação de memórias novas e orientação espacial. Os exercícios físicos, ao estimular a renovação celular, beneficia todo o sistema nervoso e melhora a memória. Portanto, sedentários, chegou o momento de desconectar-se e começar a fazer uma atividade física.

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