Esquizofrenia: o que é, causas, sintomas e tratamento

Desordem cerebral crônica, grave e incapacitante, a esquizofrenia afeta 1% da população mundial, segundo a OMS.

Portadores de esquizofrenia podem ouvir vozes ou acreditar que estão sendo teleguiadas por forças que não conseguem controlar e a que não conseguem resistir. A esquizofrenia, causada por deficiências cerebrais, não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos.

Os principais sintomas de esquizofrenia são as alucinações (visões ou vozes), delírios e incapacidade de seguir uma linha de raciocínio. Déficits de atenção, problemas de aprendizado e desorganização da memória também estão relacionados à doença, que reduz a autonomia e capacidade de organização. Dificilmente os doentes conseguem traçar metas ou persegui-las até atingir objetivos prefixados.

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Um paciente pode desenvolver catatonia: passar horas quase imóvel, falando frases ininteligíveis, para em seguida expressar seus sentimentos e emoções de forma adequada. Estas mudanças frequentes prejudicam os relacionamentos interpessoais e quase sempre impedem o desenvolvimento de uma carreira profissional e o estabelecimento de laços afetivos.

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Em geral, as alucinações começam a se manifestar entre o fim da adolescência e os 25 anos entre os homens; as mulheres começam a apresentar os sintomas um pouco mais tarde, entre 25 e 35 anos. Casos de esquizofrenia antes da puberdade e depois dos 45 anos são bastantes raros, mas há relatos de casos em crianças de cinco anos.

Quando a patologia surge na adolescência, é acompanhada de queda no rendimento escolar, afastamento dos amigos e mudanças de hábitos súbitas, como parar de praticar esportes ou frequentar determinados lugares, fatores que podem estar relacionados a inúmeros outros fatores, o que dificulta o diagnóstico.

A esquizofrenia não pode ser diagnosticada por parâmetros fisiológicos: apenas a observação clínica cuidadosa pode determinar o estabelecimento da doença. O médico precisa eliminar uma série de possibilidades, como epilepsia, tumores cerebrais e uso de drogas, que também favorecem as alucinações.

São cinco os subtipos: paranoide, o mais bem caracterizado, com alucinações frequentes e tendência à agressividade; desorganizado, quando os problemas de contato social e as alterações de pensamento são dominantes; catatônico, quando a inatividade e mutismo são os sintomas mais evidentes; indiferenciado, quando o paciente responde pouco e mal aos estímulos externos; e residual, quando os sintomas secundários são mais relevantes.

Médicos identificam também a esquizofrenia hebefrênica, caracterizada pelas ideias delirantes e alucinações muito fragmentadas, comportamento imprevisível e dificuldade para expressar afeto. Isolamento, risos sem motivo, discurso incoerente e isolamento acompanham o esquizofrênico hebefrênico, tipo que pior responde aos tratamentos.

As causas do transtorno ainda não estão totalmente estabelecidas. Entende-se que a desordem é genética, mas estudos indicam que fatores ambientais podem ser favoráveis à eclosão da esquizofrenia. O tratamento consiste no alívio dos sintomas, à base de antipsicóticos.

O paciente não pode deixar a medicação. Os principais problemas da esquizofrenia estão relacionados a pacientes que rejeitam ou negligenciam a medicação.

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