Espécies humanas da Pré-História

Durante certo período da Pré-História, algumas espécies humanas conviveram e disputaram alimento e espaço.

A humanidade é resultado de um longo processo evolutivo. De acordo com a teoria do naturalista inglês Charles Darwin, todas as espécies se desenvolveram a partir de um organismo primordial, especializando-se e tornando-se aptas para viver e competir em determinado território.

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A classificação dos seres vivos é bastante complexa. Criada em 1735, pelo cientista sueco Lineu, ela utiliza critérios de embriologia, anatomia, fisiologia e estudo de fósseis.

Os homens pertencem ao Reino Animal: nascemos, crescemos, reproduzimo-nos e morremos;

• ao Filo Chordata: possuímos a notocorda, estrutura que dá origem à coluna vertebral;
• à Classe Mammalia: nossos “filhotes” são alimentados com leite materno;
• à Ordem Primata: andamos eretos (nossos primos chimpanzés, orangotangos e gorilas andam semieretos) e temos o polegar oposto aos demais dedos, o que permite grande habilidade manual, e cérebro bastante desenvolvido;
• à família Hominidae: a partir daqui, os biólogos reservam uma categoria especial para os humanos. O único gênero da família Hominidae é o Homo, e a única espécie é o Homo sapiens.

Mais recentemente, no entanto, com o mapeamento genético, muitos cientistas entendem que todos os primatas devem pertencer à mesma família: as diferenças do DNA entre homens e bonobos, por exemplo, não chegam a 3% dos cromossomos. O genoma também eliminou o conceito de raças humanas: existem sequências genéticas quase idênticas entre um sueco e um queniano, e um canadense e um japonês.

A evolução humana

Os mais antigos primatas surgiram há 70 milhões de anos. Eram animais de pequeno porte, que se alimentavam de insetos e folhas. 22 milhões de anos atrás, surgiram os hominoides. O procônsul vivia principalmente entre os galhos das árvores, mas já descia ao solo. No entanto, andava sobre quatro patas.

Os hominídeos começaram a se espalhar há três milhões de anos. O Australopithecus afarensis, pouco mais alto que um chimpanzé, já andava com dois pés e tinha longos braços, para se dependurar nas árvores. O Australopithecus anamensis, que viveu no norte do Quênia, andava ereto e usava as mãos para colher frutas e atirar pedras em animais – e inimigos. Viveu entre três e um milhão de anos atrás. Era o início da Idade da Pedra, primeira etapa da Pré-História.

O Homo habilis, também africano (dois milhões – 1,4 milhão de anos), é o primeiro classificado no gênero Homo. Fabricava instrumentos rudimentares de pedra, construía cabanas e provavelmente desenvolveu a linguagem. Seu descendente, o Homo erectus, viveu até 150 mil anos atrás e saiu da África, atravessou o Oriente Médio e colonizou a Europa. Algumas classificações, como o Homo ergaster e o Homo heidelbergensis, são identificadas pelos antropólogos como subespécies do habilis.

O Homo neanderthalensis, ou Homem de Neandertal, é um provável descendente do Homo erectus. Viveu até 30 mil anos atrás na Europa. Ele criou armas, diversos utensílios, enterrava seus mortos em cavernas e conviveu com o Homo sapiens, também surgido na África, que migrou para todas as regiões do planeta.

O Homo sapiens aprendeu a trabalhar com marfim e ossos, desenvolveu diversas técnicas de caça, desenvolveu a pintura e a escultura. Alguns paleontólogos afirmam que o Homem de Neandertal não foi extinto: Neandertais e sapiens teriam cruzado, e o homem atual seria descendente destes relacionamentos.

A maioria dos cientistas, no entanto, entende que o Homo sapiens, mais forte e bem armado, exterminou as populações europeias de Neandertais. Prova disto é que a espécie espalhou-se por toda a Ásia, Oceania, cruzou o estreito de Behring e colonizou a América, não havendo diferenças características entre toda a humanidade.

Há algumas lacunas na descrição da evolução humana. Não se sabe claramente o que motivou as alterações genéticas entre uma e outra espécie. Uma das suposições é que, durante um período de intenso calor, as florestas decresceram e nossos ancestrais foram obrigados a descer das árvores, desenvolvendo a postura ereta e a coordenação visomotora, o que permitiu a observação dos predadores a tempo de escapar e a construção de ferramentas. O desenvolvimento do raciocínio veio em seguida.

Uma coisa é certa: o homem não veio do macaco. Todos os primatas descendem de um ancestral comum. Aliás, Darwin nunca afirmou isto: os detratores de sua teoria é que publicaram cartazes em Londres com esta afirmação, para desacreditar a teoria da evolução natural.

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4 Comentários

    • Olá.
      Você está mal informado. as populações originais do norte africano (em um passado remoto, no qual o rio Nilo formava um cotovelo e atravessava todo o atual deserto do Seara, desaguando no Atlântico, já apresentavam pele mais clara.
      à medida que os hominídeos rumaram a para o norte, a melanina (pigmento responsável pela cor da pele), deixou de ser uma defesa fundamental. a proximidade genética, no entanto, deve ser notada: depois de gerar alemães e nórdicos, além dos “avermelhados” ingleses. o Homo sapiens se dirigiu para a Ásia, Oceania e América, onde os pigmentos voltaram a ser acionados, criando os “peles vermelhas” e os “caras amarelas”.

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