Epilepsia: o que fazer numa convulsão?

Desordem neurológica, a epilepsia não tem cura, mas há formas para atenuar as convulsões.

A epilepsia não pode ser considerada como uma doença única, mas como um conjunto de problemas crônicos, caracterizado pela convulsão. Estima-se que 50 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras de epilepsia e cerca de 30% não têm controle das crises com os tratamentos atualmente disponíveis.

Dependendo da severidade, a epilepsia pode causar transtorno de adaptação familiar e social. Crianças e adolescentes, especialmente, se ressentem das convulsões e tendem ao isolamento. O diagnóstico deve ser feito o mais cedo possível e, quando necessário, é preciso começar o tratamento medicamentoso, que, na maioria dos casos, se estende por toda a vida.

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A maioria dos pacientes pode levar uma vida sem grandes problemas. Mulheres, na maioria dos casos, podem engravidar (mas o médico deve avaliar possíveis efeitos colaterais do remédio) e mais de 90% dos bebês nascem saudáveis. O maior impeditivo para o epilético é a convulsão, que pode acontecer a qualquer momento e sobre a qual ele não tem nenhum controle.

A causa da epilepsia é sempre um problema de comunicação entre os neurônios, que pode ter causas hereditárias ou resultar de acidentes, como traumatismos cranianos sérios. Doenças infecciosas e cardiovasculares também estão entre as causas, que quase nunca é identificada integralmente.

A crise é provocada por uma descarga elétrica anormal nas células nervosas, que pode afetar um ou os dois hemisférios cerebrais. A extensão da convulsão varia de paciente para paciente. Em comum, ocorrem distúrbios de consciência, coordenação e sensibilidade.

A convulsão geralmente não causa lesão cerebral, mas pode gerar traumas, quando o paciente cai e convulsiona no chão. É preciso deitar o paciente numa posição confortável, que permita a respiração livre, impeça possíveis machucados e, em caso de vômito, é preciso garantir que o doente não se sufoque. Uma almofada sob a cabeça é o suficiente para garantir o conforto (se não houver disponível, um blusão ou casaco dobrado são a alternativa).

O doente em convulsão pode morder a língua. Se isto estiver ocorrendo, pode-se colocar um lenço na boca, para impedir maiores lesões. Existe um MITO de que a saliva do epilético é contagiosa. Como eu disse, é um MITO.

Os membros de quem sofre a convulsão se contraem mais ou menos severamente. Não segure braços e pernas, porque isto pode provocar contusões musculares e mesmo fraturas. A crise dura menos de três minutos e, quando o paciente se recupera, nem sempre tem consciência do que aconteceu. É comum permanecer alheado do que se passa à sua volta por um período mais ou menos longo.

Quando acontece em local público, o ideal é tentar dispersar a multidão que se forma “para ver a crise”, impedindo possíveis constrangimentos, e buscar socorro médico, para garantir a integridade do doente.

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