Elizabeth I, a rainha virgem

No reinado de Elizabeth I, rainha que nunca se casou, a Inglaterra consolidou-se como potência naval.

O período anterior à era elisabetana foi bastante conturbado. Filha de Henrique VIII, Elizabeth I nasceu princesa, mas quando tinha pouco mais de dois anos, sua mãe, Ana Bolena, foi executada e a bebê real foi declarada bastarda.

Com a morte de Henrique VIII, que rompeu com o Papado, ascendeu ao trono Eduardo VI, tendo por regente sua mãe, Jane Grey. O jovem Eduardo nunca governou de fato e morreu em 1553, aos 16 anos, deixando o trono em testamento para sua mãe e excluindo as meias-irmãs da linha de sucessão. Mas o testamento foi contestado, Jane Grey nem chegou a ser coroada e foi executada um ano depois da morte do filho.

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Maria I ascendeu ao trono. Filha da princesa Catarina de Aragão e profundamente católica, tentou restaurar a Igreja no país. Maria reinou por cinco anos, em que matou centenas de líderes protestantes, o que lhe valeu o título de Maria Sanguinária. A mistura de vodka com suco de tomate (uma novidade trazida da América), sua bebida preferida, até hoje leva o nome de bloody Mary. Morreu em 1558 e novamente a coroa estava em disputa: havia chegado a vez de Elizabeth.

Ao ascender ao trono, a nova rainha decidiu reunir um grupo de intelectuais, liderado por William Cecil. Estes conselheiros foram fundamentais para o bom governo do período. Elizabeth I firmou um acordo com a Igreja Protestante, tornando-se sua chefe suprema, título que os reis ingleses ostentam até hoje. A partir de Elizabeth, pode-se falar da Igreja da Inglaterra, ou anglicana.

O período elisabetano, também chamado Era Dourada, foi um período de ascensão, que pode ser considerado o embrião do Império Britânico. A produção artística também foi valorizada e despontaram nomes como Christopher Marlowe e William Shakespeare. A navegação inglesa sofreu uma verdadeira revolução: no reinado de Elizabeth I, o capitão Francis Drake derrotou a Invencível Armada, frota espanhola que controlava a navegação no Atlântico. A Espanha dominava vastas regiões da América e toda a Flandres (Atuais Holanda e Bélgica). Com a derrota, holandeses e ingleses aventuraram-se pelo Novo Continente, mas as tentativas de colonização no período elisabetano foram quase todas frustradas. Mesmo assim, Virgínia, um Estado americano, homenageia Elizabeth I, cognominada a Rainha Virgem.

Não se sabe por que Elizabeth I nunca se casou, mas foram propostas muitas hipóteses: repulsa ao sexo, causada pela morte da mãe é a mais evocada, mas é possível que a rainha virgem tenha se traumatizado após violências sexuais de seu tutor, Tomás Seymour, durante a adolescência. Alguns historiadores falam de defeitos físicos e até de vergonha por marcas deixadas pela varíola. É certo que a rainha teve vários pretendentes.

Elizabeth I morreu em 1603, pouco antes de completar 70 anos, encerrando a dinastia Tudor. Seu sucessor foi Jaime VI da Escócia, coroado como Jaime I.

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