Diferenças entre rinite e sinusite

Muitas pessoas confundem, outras acreditam que é a mesma doença, mas existem diferenças entre rinite e sinusite.

São dois problemas nasais comuns, mas afetam estruturas diferentes entender as diferenças entre rinite e sinusite pode levar a tratamentos mais eficazes, já que as duas doenças, juntamente com a adenoide e o desvio de septo prejudicam a saúde e a qualidade de vida. Estas obstruções atrapalham a entrada de ar pelo nariz, obrigando os pacientes a respirarem pela boca. Os dois males são hereditários.

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Com isto, o ar chega mais frio aos pulmões (os pelos presentes nas narinas filtram poeira, retêm alguns microrganismos e entram em atrito com o ar inalado, aquecendo-o) e pode determinar a instalação de problemas mais sérios. Além disto, com o nariz fechado, o olfato fica prejudicado e não prepara o estômago para receber os alimentos.

Não existe uma época do ano em que rinites e sinusites sejam mais frequentes, mas as crises aparecem principalmente nos dias frios e secos. As mudanças bruscas de temperatura também facilitam o surgimento dos sintomas. No entanto, elas não estão associadas a quedas na capacidade de defesa do organismo. Na verdade, o nariz fica entupido justamente para proteger-se de invasões. O excesso de muco é provocado pela maior produção de histamina, um vasodilatador que acelera a circulação e, assim, acelera a eliminação de vírus e bactérias.

A rinite

A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e pode ter várias causas. Em geral, os pacientes se queixam de crises duradouras ou intermitentes. Os sintomas mais frequentes são a coriza (secreção que escorre pelas narinas), espirros, coceira no nariz e nariz entupido. A Organização Mundial da Saúde estima que 35% da população mundial sofram com a doença.

A forma mais comum é a alérgica, em que a exposição a microrganismos e a certos aromas determina as crises. Por isto, que tem rinite deve evitar ambientes úmidos, pelos de animais, certos perfumes e produtos de limpeza. Em casa, é preciso evitar tudo o que possa acumular poeira – e ácaros –, como tapetes, cortinas (especialmente as de trama mais aberta).

Travesseiros e colchões precisam ser trocados regularmente (o prazo varia de acordo com o material) e os bichos de pelúcia estão proibidos no quarto de dormir.

A manipulação constante da pele do nariz e da parte superior do lábio provoca pequenas feridas, responsáveis pelo avermelhamento da região. Nas inflamações mais graves, surgem as dores de cabeça, cujas crises são intermitentes. Sem tratamento, uma rinite alérgica aguda pode provocar a instalação de uma sinusite.

A sinusite

No caso da sinusite, a inflamação se instala na mucosa que reveste os seios da face (as cavidades paranasais, sempre cheias de ar). Esta mucosa (assim como a do nariz) produz muco, que é drenado para o nariz através de pequenos canais entre os seios da face e as fossas nasais. 15% dos seres humanos têm sinusite.

Quando estes canais ficam obstruídos (secreção e inchaço da mucosa são as causas mais comuns), a passagem de ar para os seios da face fica dificultada ou mesmo impedida e eles deixam de ser aerados adequadamente. A mucosa, assim, fica inflamada e o muco também não tem por onde sair: o excesso permite o aumento da proliferação de bactérias.

Existem casos crônicos e agudos de sinusite. Na crise aguda, ocorre dor na face, febre, tosse e secreção purulenta pelo nariz. Nos casos crônicos, com exceção da dor de cabeça persistente (especialmente na testa e na região entre os olhos), os sintomas são mais leves, mas praticamente permanentes. Tosse persistente e a passagem de secreção para a garganta também são sinais da sinusite crônica.

O tratamento

A dor de cabeça frontal, no entanto, não deve ser encarada como sinal de sinusite, a menos que ela venha acompanhada dos demais sinais. O diagnóstico da sinusite é obtido com a tomografia dos seios da face.

Para amenizar os sintomas, a inalação do vapor impede o ressecamento das mucosas nasais, ambiente ideal para a instalação de germes. Beber bastante água, lavar as narinas com soro fisiológico, proteger-se no inverno, permanecer o mínimo possível em ambiente com ar-condicionado e não fumar são outras determinações para quem sofre com estas doenças.

A rinite não tem cura, mas pode ser amenizada com medicamentos e também com a não exposição a fatores que disparam as crises, como pólen ou a poluição do ar. Já a sinusite pode ser eliminada com tratamento médico. Os casos mais graves podem exigir cirurgia.

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