Diferenças entre cursos de nível superior

Bacharelado, licenciatura e graduação tecnológica: conheça as diferenças entre cursos de nível superior.

Os primeiros cursos de nível superior foram implantados no Brasil a partir de 1808, com a chegada da Família Real portuguesa ao país. Em comum, todos eles têm como pré-requisito a conclusão do nível médio e permitem a continuidade dos estudos, em especializações, mestrados e doutorados. Mas existem diferenças: a principal é o tempo de estudos: enquanto um bacharelado exige entre oito e dez semestres de estudos, os estudantes de graduações tecnológicos recebem seu certificado em apenas quatro ou seis.

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De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o bacharelado é o curso destinado a conferir as competências em determinado campo do saber, necessárias ao desenvolvimento de uma carreira acadêmica ou profissional. São as faculdades mais conhecidas: Medicina, Direito, Economia, Filosofia, etc.

As licenciaturas preparam os estudantes para lecionar a educação básica, que engloba o ensino fundamental (do 6º ao 9º anos) e o ensino médio. São formados professores especialistas em línguas, literatura, ciências humanas e ciências da natureza. Para obter o grau de licenciado, é preciso ter cursado (ou estar concluindo) um bacharelado em Letras, Matemática, Física, História, Sociologia, etc.

Já quem pretende se dedicar ao ensino infantil (pré-escola e o primeiro ciclo do ensino fundamental) deve obter o bacharelado e licenciatura em Pedagogia, além de se especializar como professor regente, responsável por ministrar as diferentes disciplinas definidas pelo MEC para as séries iniciais.

Tantos os cursos de bacharelado como os de licenciatura emitem diplomas aos seus concluintes. Já as graduações tecnológicas emitem certificados de conclusão. Em todos os casos, no entanto, os documentos são válidos para o desempenho profissional, bem como para a prestação de concursos públicos que exigem nível superior. Para tanto, é preciso verificar se as faculdades são reconhecidas e regulamentadas.

Cursos tecnológicos

Estes cursos foram implantados em 1971. A primeira instituição a ministrá-los foi a Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC), que ofereceu o curso superior tecnológico em Construção Civil. Em 1973, com a formação da primeira turma, o curso foi reconhecido.

Além do tempo reduzido, as graduações tecnológicas têm um objeto de estudo específico. Enquanto o bacharelado em Administração, por exemplo, oferece a fundamentação teórica e um panorama de todas as áreas de atuação do administrador de empresas, os cursos tecnológicos relacionados à área focam em um único tema: marketing, administração financeira, logística, etc.

Estes cursos devem possuir carga horária mínima de 1.600 horas/ aula, cursadas em 400 dias letivos, incluídos os estágios obrigatórios, além de outras práticas profissionais e acadêmicas, como a apresentação do trabalho de conclusão de curso.

O mercado de trabalho exige profissionais cada vez mais especializados e as graduações tecnológicas representam a obtenção de uma profissão num prazo reduzido: exemplos disto são o tecnólogo da informação, que gerencia dados telefônicos e informatizados em empresas de qualquer porte, e o tecnólogo em petróleo e gás, bastante disputado com o crescimento da extração e refino de combustível no país, que tende a aumentar nos próximos anos.

Estas graduações não devem ser confundidas com os cursos de nível técnico: apesar de muitos deles apresentarem denominações idênticas ou semelhantes, o nível técnico é equivalente ao ensino médio, enquanto os cursos tecnológicos são uma formação acadêmica.

O MEC disponibiliza em seu site (www.portal.mec.gov.br) a relação dos 220 cursos técnicos e tecnológicos previstos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, divididos em 13 eixos. É possível consultar uma ligeira descrição da atuação de cada um destes profissionais, além do conteúdo curricular mínimo para cada um dos cursos.

Além destes, existem também os cursos sequenciais de complementação específica, indicados para quem já possui formação profissional. Para ministrá-los, a faculdade deve possuir um curso de bacharelado reconhecido na mesma área de estudos. Os concluintes destes cursos recebem certificados de conclusão, mas só podem cursar pós-graduações lato sensu: mestrado e doutorado são reservados para as demais formações de nível superior.

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