Dicas para simplificar a vida

Estresse, correria, agenda lotada, mas viver assim não é uma obrigação. Veja como simplificar a vida.

Pode parecer incrível, mas nós nos acostumamos a levar uma vida agitada. Desde crianças, acumulamos compromissos e lotamos as horas do dia: começamos com a escola, judô, balé, canto coral. Passamos para o inglês, informática, treino esportivo. Em seguida, aliamos tudo isto às baladas e ao namoro.

Chegamos à faculdade e continuamos acumulando tarefas: cursos extracurriculares, estágios, reuniões para preparar o trabalho de formatura. Graduados, continuamos complicando. Ufa! É preciso rever algumas posições e simplificar a vida.

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Nada contra nenhuma destas atividades. O problema está no excesso, que impede a nós percebermos a satisfação existente em cada uma delas. É como uma vitrine cravejada de milhares de pedras preciosas: é impossível observar as características de cada pedra, e todas elas perdem um pouco do seu valor.

Os hiperativos, conectados 24 horas por dia nos problemas e compromissos, não precisam entrar em pânico. Simplificar a vida não é uma tarefa para ser feita de uma única vez. É como um rally, cumprido em etapas. E, da mesma forma que em um rally, o importante não é apenas a velocidade, mas também a regularidade.

Identifique prioridades

Pegue uma folha de papel e um lápis e escreva as cinco coisas mais importantes da sua vida. Esta tarefa não pode ser feita no computador, pois sempre existe o “risco” de dar uma paradinha para conferir a caixa de e-mails, as novidades das redes sociais, etc. Este é um momento offline.

Relacione apenas coisas com valor subjetivo. É claro que estabilidade financeira, ascensão profissional e status são importantes, mas eles não são você. Identifique coisas simples, que já existem, mas devem ser cultivadas, ou ainda são apenas um projeto.

Estas são as atuais prioridades da vida. Elas podem mudar, já que não somos seres estáticos, mas, neste momento, são elas que nós devemos perseguir. Não é preciso se envergonhar das pequenas coisas da lista: passar um fim de semana a dois, brincar com as crianças, dar mais tempo para os amigos, começar a correr, preparar um jardim, cuidar de um peixinho dourado.

Não se esqueça, porém, de partilhar a sua vida com familiares, amigos e amores. A capacidade de alteridade – de se colocar no lugar do outro – é importante para que possamos avaliar objetivamente as nossas necessidades e carências.

Chatices da vida

Simplificar a vida passa por eliminar obrigações que contraímos quase sem querer e, quando vemos, lá estamos nós com mais uma preocupação desnecessária. Preocupação, aqui, está relacionada não apenas a compromissos profissionais, mas também a pequenos “nadas” que ocupam um tempo mais bem empregado em outras coisas – tais como uma soneca, por exemplo.

Organizar compras comunitárias, visitar os sogros semanalmente, participar da administração do edifício, liderar missões virtuais para salvar o planeta. Todas estas tarefas são importantes, mas não podem ser vistas como obrigação.

Os sogros não devem ser visitados aos sábados de manhã, por exemplo, mas em qualquer dia da semana. Não se trata de uma atividade fixa. É um encontro prazeroso, que pode ser repetido duas vezes na mesma semana, sem programação prévia. Caso não haja prazer na reunião familiar, algo está errado. Fazer coisas contra a vontade reiteradamente pode inclusive provocar problemas físicos: e isto significa complicar, e não simplificar a vida.

Na rotina do trabalho

Muitas vezes, no trabalho, dedicamos muito tempo a atividades absolutamente inúteis, desperdiçando um tempo que poderia ser mais bem aproveitado em outras tarefas, no cultivo de um hobby ou no aprendizado de um esporte.

É preciso libertar-se das reuniões intermináveis, das tarefas desnecessárias – como arquivar papéis que estariam muito seguros se gravados em um CD –, dos atos meramente burocráticos. Muitas vezes, estas coisas são exigências do empregador, mas sempre é possível dialogar (isto significa ser proativo e conta pontos na avaliação).

Nós escolhemos a carreira a que vamos dedicar a vida ainda muito cedo, aos 18 anos (alguns, ainda antes, quando decidem fazer um curso técnico). Em muitos casos, esta escolha acaba revelando não ter sido a mais adequada, ou, em algum momento da trajetória, ela deixou de ser interessante e desafiadora.

Se for este o caso, liberte-se da rotina esmagadora e invista em novas qualificações. Engenheiros que se tornam chefs de cozinha ou advogados que se tornam paisagistas são mais felizes do que aqueles que não têm coragem de arriscar.

Abrindo espaço

Nossa agenda está sempre lotada, muitas vezes de tarefas inúteis. É preciso livrar-se delas. Uma reunião que obrigue a um deslocamento (com o trânsito congestionado, as fechadas, a perda do retrovisor, a irritação, etc.) pode ser substituída por uma videoconferência, por exemplo.

Os sedentários que se decidem a praticar alguma atividade física não precisam, de um dia para outro, tornar-se superatletas (nem este é o objetivo). Não é preciso nem reservar tempo para caminhadas, apesar disto ser muito saudável. Basta descer alguns pontos antes do destino na linha de ônibus, deixar o carro na garagem uma vez por semana e coisas do gênero.

O importante é ter certeza de que o tempo livre será realmente utilizado como “tempo livre”. É necessário empregá-lo para ler um livro, visitar um parente ou amigo, montar um quebra-cabeça, pintar um quadro ou colorir desenhos (está na moda).

Outras ações

Algumas outras formas de simplificar a vida são conhecidas por todos, mas pouco praticadas. Manter um contato mais íntimo com a natureza (o que pode significar, em última análise, cuidar de um vaso de violetas), viajar de vez em quando – para aquela cidadezinha que oferece um excelente almoço caseiro ou para aquela metrópole onde é possível fazer mil coisas, tudo depende do ponto de partida – brincar um pouco mais, criar um cão ou gato, são pequenas coisas que melhoram o astral e a qualidade de vida.

Cuide da saúde, diminua o ritmo (de nada adianta passar a vida correndo de um lado para outro para chegar à reta final sem objetivos), faça meditação ou ioga e principalmente não leve tudo muito a sério: aprenda a rir de si mesmo, dos outros, das “coisas da vida”.

Por fim, descubra, em suas características de personalidade, o que você pode fazer para simplificar a vida. Coisas simples, como dormir 15 minutos a mais pela manhã, ou acordar 15 minutos mais cedo para desfrutar de um café da manhã com a família, por exemplo. São situações pessoais e intransferíveis que garantem qualidade de vida, satisfação e, quem sabe, encontrar o caminho para a felicidade.

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