Dicas para evitar o mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer é uma doença incurável (mas tratável). Com algumas dicas, entretanto, é possível evitá-lo ou minimizar seus efeitos.

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa, altamente incapacitante, descrita no início do século XX pelo médico alemão Alois Alzheimer. Trata-se de principal causa de demência entre as pessoas com mais de 60 anos, que gradualmente perdem o contato com a realidade. A previsão do mal de Alzheimer deve ter início o mais precocemente possível. Com algumas dicas, é possível prevenir ou retardar seu surgimento.

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Com o aumento da longevidade, doenças relacionadas à idade (Alzheimer, Parkinson, vários tipos de cânceres) tendem a apresentar um número de casos cada vez maior. Elas estão associadas ao próprio desgaste orgânico e mental. Pensando que, no Brasil, a expectativa de vida para quem nasce hoje beira os 80 anos (mal passava dos 50 nos chamados “anos dourados”, há 60 anos), com muitas pessoas atingindo o centenário, é preciso pensar em atitudes positivas para manter a saúde e garantir a qualidade de vida neste “bônus” de vida.

Estudos recentes indicam que o cérebro mantém suas capacidades durante toda a vida, exceto por traumas ou doenças. A multiplicação dos neurônios permanece quase estável, ao contrário do que se pensava até os anos 1990. A diferença é que o padrão das conexões entre as células cerebrais (as sinapses, ou transmissões de impulsos nervosos) muda de padrão. A redução das atividades, comum na terceira idade, faz o cérebro “relaxar”.

A falta de exigências profissionais, sociais e familiares reduz a velocidade das sinapses e, se isto ocorre em excesso, faz o organismo acostumar-se a reduzir a produção das substâncias neuroquímicas responsáveis por transmitir as informações no sistema nervoso e dele para todos os órgãos e tecidos do corpo.

Com estas descobertas científicas, foi desenvolvida a neuróbica, ou ginástica para o cérebro. Da mesma forma que o sedentarismo prejudica músculos e ossos, a “falta de uso” da inteligência, do conhecimento e experiência acumulados no decorrer da vida e das capacidades cognitivas prejudica o funcionamento da mente. A neuróbica é um conjunto de atividades para melhorar a capacidade cerebral.

A neuróbica surgiu nos EUA, desenvolvida pelo neurologista Lawrence Katz, e consiste no estímulo de todos os sentidos físicos (paladar, audição, visão, olfato e tato), e também dos sentidos emocionais. É a adoção de atitudes não rotineiras. Pode ser andar para trás, tentar mover um pé em quadrados e outro em círculos, mudar caminhos, conhecer lugares, aprender um idioma, experimentar uma comida diferente.

Não basta fazer isto uma única vez. É preciso alternar as atividades e também manter hábitos saudáveis para “treinar” o cérebro, como ler, assistir a filmes, fazer palavras cruzadas ou resolver enigmas. A rotina executada durante décadas não é prejudicial em si. Quem sempre gostou de dançar deve continuar arriscando seus passos na pista. Um atleta que não tem mais condições físicas para praticar seu esporte pode partir para caminhadas, ioga e até meditação.

Estudos comprovam que os exercícios físicos e mentais não apenas previnem o mal de Alzheimer, mas também combatem seus efeitos. Nunca é fácil mudar a rotina, especialmente quando a idade avança, mas os resultados valem a pena a mudança de atitude. Com a prática regular da neuróbica, novos desafios podem ser encarados: por exemplo, trocar o pulso do relógio, tentar ler (e ver as imagens) de cabeça para baixo, vestir-se com os olhos vendados, escovar os dentes com a mão contrária (direita para canhotos, esquerda para destros).

Os maiores problemas, no entanto, acontecem com os que adotaram posturas adequadas, especialmente durante a maturidade, dos 30 aos 50 anos. Sedentarismo, maus hábitos alimentares e atitudes mentais negativas – autoritarismo, inflexibilidade e o famoso “sou assim, não vou mudar” – estão entre elas. Apesar de acometer pessoas que sempre viveram com alto astral, estudos indicam que os pessimistas e os resistentes a mudanças são os principais candidatos a sofrer do mal de Alzheimer.

É importante lembrar que pessoas – ou seus familiares – que percebam alterações de comportamento, como perda de memória, dificuldade de se movimentar, de reconhecer objetos e pessoas, devem recorrer à ajuda médica. Ciente dos sintomas, o médico clínico encaminhará o paciente a um neurologista.

Se, mesmo com vida social, familiar e profissional saudável, atitudes mentais positivas e exercícios físicos e de neuróbica, o mal de Alzheimer se instalar, quanto antes ele for diagnosticado, mais fácil será neutralizar ou reduzir seus efeitos. É possível conviver com a doença por muitos anos, mantendo várias condutas interpessoais.

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