Dicas para eliminar problemas estomacais

Eles provocam desconforto, desatenção e irritabilidade. Veja algumas dicas para eliminar problemas estomacais.

Sofrer com dores de estômago é bastante comum na sociedade brasileira – e no mundo todo. As causas podem ser mais complexas e, nestes casos, é preciso procurar ajuda médica. Muitas vezes, no entanto, as causas estão em maus hábitos alimentares, no “abuso nosso de cada semana” ou apenas por ser um dia ruim. Nestes casos, muitas dicas caseiras podem eliminar problemas estomacais.

Gosta de Curiosidades? Entretenimento? Vídeos legais? Clique para curtir o Blogadão

O estômago é um órgão valente. As mucosas são agredidas várias vezes por dia pelos ácidos gástricos, responsáveis pela quebra dos alimentos, necessária para o bom aproveitamento dos nutrientes (vitaminas, proteínas, carboidratos, sais minerais, etc.). Prova disto é que as células da mucosa morrem em poucos dias, sendo substituídas por novas estruturas. Quase sempre, são estes ácidos os responsáveis pelos problemas estomacais.

“Armas” da feira

O gengibre, que pode ser consumido in natura, em chás ou moído (em sucos e saladas), alivia os problemas estomacais. Ainda não há estudos definitivos, mas aparentemente esta raiz absorve os ácidos. Além disto, é relaxante e combate mau hálito, cólicas menstruais, por suas propriedades anti-inflamatórias, e ajuda a emagrecer.

O boldo-do-chile, que pode ser cultivado em vasos, pode ser utilizado em chás. O gosto é horrível, mas é excelente para tratar indigestões, problemas do fígado, prisão de ventre, cistite, flatulência (excesso de gases), dores de cabeça e suores frios.

O chá de boldo deve ser tomado em temperatura ambiente e pode ser empregado preventivamente. A planta possui ação diurética, antiespasmódica, anestésica, antisséptica, antibacteriana, antioxidante, depurativa, desintoxicante, tônica e vermífuga.

A azia

As causas são muitas, mas, na maioria dos casos, o “culpado” é o refluxo dos ácidos gástricos, que escapam do estômago e sobem pelo esôfago (tubo entre a faringe e o estômago). Entre estas substâncias, está o ácido hidroclorídrico, substância empregada pela indústria para a limpeza de metais.

O estômago possui defesas contra os ácidos (ou sucos) gástricos, ao contrário do que ocorre no esôfago. Mas uma bactéria que coloniza naturalmente estômago e duodeno, a Helicobacter pylori (aparentemente, o único microrganismo que consegue sobreviver ao ambiente hostil, presente em mais de 50% da população mundial), quando tem sua população aumentada, também é prejudicial às paredes gástricas: ela provoca gastrites, úlceras e até câncer; nestes casos, os tratamentos para os problemas estomacais nunca podem ser caseiros.

Quando os sucos sobem pelo esôfago, eles fazem o que todo ácido faz: queimam. A sensação vai de um desconforto semelhante a uma queimação até a instalação de sinais que lembram os sintomas de um infarto do miocárdio.

Algumas situações corriqueiras podem provocar males estomacais. Logo depois de uma refeição, especialmente se for repleta de alimentos pesados, afrouxar o cinto é uma boa providência. Vale o mesmo para quando é preciso se abaixar para pegar um objeto: flexionar os joelhos também alivia o desconforto. O motivo? Nas duas situações, o estômago fica comprimido e pode devolver ao esôfago parte do alimento ali depositado.

As causas dos problemas estomacais

A azia é causada principalmente por exageros à mesa. Não é uma regra que vale para todos os casos: algumas pessoas sofrem com o refluxo mesmo sem atacar a geladeira com voracidade (ou sem ataque nenhum). Seja como for, para “sofredores inocentes e culpados”, é possível tomar algumas providências quando o mal já está instalado.

Se o problema é muito frequente, quem sofre com estes problemas estomacais precisa renunciar (ou reduzir drasticamente) ao consumo de alimentos com muita gordura, açúcar e excesso de proteínas, que são um convite à azia. Um cheeseburger acompanhado de fritas e milk-shake (ou refrigerante à base de cola) – ou seja, gordura, fritura e laticínios gordos – só faz aumentar a frequência e a intensidade das crises, podendo ser causa de outros males à saúde.

A primeira providência é não se deitar, nem se reclinar, quando a azia aparece. A posição horizontal só favorece o refluxo. Com o tronco ereto, os sucos gástricos obedecem à lei da gravidade e deslizam para baixo.

Não aceite os conselhos para tomar leite ou chupar balas de menta: isto não ameniza o problema estomacal. Os dropes relaxam o esfíncter entre o esôfago e o estômago, uma espécie de “porta” entre os dois órgãos, favorecendo a elevação dos sucos. Bebidas alcoólicas e tomate (mesmo em suco) também ajudam a abrir a “porta”.

Quanto ao leite, ele é um alimento rico em cálcio, gorduras e proteínas, substâncias que estimulam a produção dos ácidos. Ao ser ingerido, a bebida produz um efeito refrescante, mas o desconforto retorna em poucos minutos.

Enquanto a azia não passa, é preciso evitar a ingestão de chocolate, energético, café, chá (especialmente branco, verde e preto) e Coca-Cola, todos ricos em cafeína.

Os refrigerantes à base de cola fazem arrotar e são “receitados” por muitas pessoas, mas a cafeína também relaxa o esfíncter. Vale o mesmo para a fumaça do cigarro. O chocolate, para quem sofre de azia regularmente, deve ser evitado inclusive na sobremesa.

Uma mudança de hábitos simples pode ajudar a amenizar os problemas estomacais: entre a última refeição do dia e o sono, é preciso observar um intervalo de ao menos duas horas e meia. Deitar-se com a barriga cheia facilita o trabalho de elevação dos ácidos para o esôfago.

Se os sintomas dos problemas estomacais forem muito fortes, sempre se pode recorrer a um antiácido, facilmente encontrado em drogarias e lojas de conveniência e vendido sem prescrição médica. Os medicamentos efervescentes, no entanto, podem dilatar o estômago, que volta a fazer pressão sobre o esôfago.

É preciso dar preferência às drogas elaboradas à base de hidróxido de alumínio e hidróxido de magnésio (os dois óxidos precisam estar contidos na formulação, já que o alumínio provoca diarreia e o magnésio, prisão de ventre; as duas substâncias se contrabalançam). Estes medicamentos praticamente não apresentam efeitos colaterais, mas não devem ser utilizados por mais de um mês.

Se os sintomas persistirem, é preciso consultar-se com um médico: eles podem ser provocados por uma gastrite ou úlcera gástrica, condições que demandam medicação específica e acompanhamento regular por profissionais de saúde.

Mesmo em prazos curtos, são sinais de alerta: dificuldade de deglutição, vômito com sangue, fezes escurecidas ou ensanguentadas, falta de ar, confusão mental, tonturas ou vertigens, dores fortes irradiando-se para o pescoço ou os braços.

Uma última dica para eliminar problemas estomacais: é preciso levar uma vida mais calma, aprendendo a administrar o tempo e aliviar as tensões do dia a dia. Isto é difícil para quem vive cheio de compromissos, mas melhora a saúde em todos os aspectos.

Siga-nos no Facebook
Receba atualizações do Blogadão no seu email,
ganhe brindes e participe de promoções!
É gratuito!

Comente no Facebook

Comente

Receba atualizações no seu email.
Participe de Promoções.