Desodorantes naturais

Os odores humanos são combatidos há milênios. Desde a Antiguidade, vários povos criaram desodorantes naturais.

Os odores do homem, enquanto ser natural, são utilizados como mensagens: serviam para atrair parceiros sexuais ou para demonstrar raiva. Desde que nos tornamos “culturais”, no entanto, cheiros como o cecê e o chulé passaram a ser mal vistos. Desodorantes a base de ervas e flores já eram produzidos por sumérios e gregos, por exemplo.

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O ser humano possui cerca de 2,6 milhões de glândulas sudoríparas, situadas na derme (a camada intermediária da pele). Todo o corpo é dotado com estas glândulas, à exceção dos lábios, mamilos, sola dos pés e genitais. Nos ouvidos, elas foram modificadas e transformaram-se em ceruminosas, responsáveis pela produção da cera que protege os canais auditivos. O suor serve para reduzir a temperatura corporal, garantindo o funcionamento adequado de todos os demais órgãos e tecidos.

Atualmente, existem diversas marcas industriais de desodorantes – inclusive para peles sensíveis, para não deixar marcas nas roupas, etc. A moda na propaganda são os desodorantes que protegem por 48 horas. A publicidade quer dizer que eles são mais potentes e impedem alguns “acidentes” e micos. Mas sempre que eu vejo um anúncio comercial destes produtos, fico me perguntando: seriam indicados para pessoas que tomam banho a cada dois dias?

Desodorantes naturais são indicados para pessoas que querem uma vida mais orgânica, com o mínimo possível de aditivos químicos, e também para com os que se amedrontam com lendas urbanas, como as que dão conta de que os antiperspirantes (que bloqueiam a transpiração) causam mutações genéticas e câncer – fato que não tem nenhuma evidência científica.

Evitar a presença de alumínio, parabenos (aparentemente associados ao câncer de mama), fragrâncias sintéticas e triclosano (um estudo de 2012 indicou que a substância enfraquece as células musculares) na pele são outros motivos para aposentar os desodorantes industrializados.

Óleos essenciais

Os chamados óleos essenciais – substâncias voláteis extraídas de diversas plantas, como liquens, erva-cidreira e sálvia. São muito utilizados na indústria cosmética e alimentícia, inclusive na produção de desodorantes.

Estes óleos possuem propriedades antibacterianas – o cecê é provocado pela proliferação excessiva de bactérias que se alimentam do suor e áreas quentes e úmidas são o local ideal para isto ocorrer. Com a destruição dos microrganismos, o mau cheiro é impossibilitado.

O bicarbonato de sódio

Este sal é famoso por eliminar maus cheiros em refrigeradores (basta manter um pires com o produto na prateleira inferior, trocando-o semanalmente) e é tão potente que ameniza o odor das caixas de higiene dos gatos, garantindo economia na areia utilizada.

O bicarbonato de sódio age neutralizando as moléculas de odor. Também é utilizado para reduzir a umidade ambiente. Ao contrário de outras receitas, o sal não impede nem reduz o funcionamento das glândulas sudoríparas: ele combate o mau cheiro no momento em que é produzido.

Talcos antissépticos têm o bicarbonato de sódio em sua composição e, por isto, combatem o cecê. Mas basta a aplicação do sal nas axilas – e também nos pés – para garantir uma desodorização perfeita, com um bônus: a redução da umidade nestas áreas.

Lúpulo

O ingrediente responsável por conferir o sabor amargo às cervejas (encontrado em lojas de ervas) também combate o mau cheiro. Mas este cereal não foi inserido na receita por este motivo, mas por suas propriedades de combate à proliferação de bactérias, que provocavam a fermentação excessiva da bebida, resultando em mau cheiro e desperdício.

O lúpulo faz o mesmo nas axilas: é um agente microbiano. As bactérias são em grande parte destruídas e não tem chances para interagir com o suor: axilas limpas sem o uso de produtos industriais. É mais um produto que não evita a transpiração.

Sais minerais

O alumínio, citado anterior, é utilizado em quase todos os desodorantes, por sua propriedade de criar uma camada sobre as glândulas sudoríparas, impedindo a excreção do suor. No entanto, o suor, em si, não causa mau cheiro. Se não fosse assim, precisaríamos de desodorantes para o corpo todo.

Os sais minerais funcionam do mesmo jeito, mas a duração da camada é transitória. Isto corta provisoriamente a fonte de alimentação das bactérias e boa parte delas morre. O resultado? Axilas sem cheiro. Os sais minerais não irritam a pele e são encontrados em desodorantes de cristal.

Hammamelis

O hamamellis é a uma substância natural para o combate do suor nas axilas. A planta, facilmente encontrada em lojas de ervas, tem propriedades calmantes, fecha os poros das axilas e não elimina a produção das glândulas sudoríparas, mas acelera a evaporação.

O hamamellis também é usado depois da depilação (não apenas das axilas), para suavizar irritações. Nas depilações com cera, a planta também ameniza a dor.

Não existe nenhuma comprovação de que os desodorantes industrializados causem qualquer dano à saúde. Mesmo assim, quem quer consumir produtos naturais pode utilizar qualquer uma destas cinco opções, que deixam o mau cheiro bem longe das axilas.

 

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