Como funciona o bungee jump?

Esporte que exige muita coragem, o bungee jump consiste em saltar de altas distâncias preso pela cintura ou os pés.

Conta a lenda que uma mulher da tribo de Bunlap (na ilha de Pentecostes, arquipélago de Vanuatu, situado no oceano Pacífico, a nordeste da Austrália) foi acusada de adultério. O marido, irritado, perseguiu a esposa; para escapar, ela escalou uma alta árvore, mas o traído não conteve sua fúria: subiu a mesma árvore e, para escapar, a jovem atou cipós aos tornozelos e atirou-se, afirmando que, se morresse, seria a prova da traição, mas ficou suspensa, demonstrando sua pureza. Assim teria nascido o bungee jump.

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Seja como for, em uma época que não se pode precisar – os europeus só chegaram à Oceania no século XVIII – o bungee jump se popularizou entre os nativos da ilha, que passaram a construir torres especialmente para a prática. Uma vez por ano, os jovens da aldeia saltam de uma plataforma de cinco metros de altura, num rito de iniciação para a vida adulta, para provar sua coragem e bravura.

O significado da palavra “bungee jump”

Bungee significa “sair com a intenção de voltar”. Bungee jump (ou jumping, que é a ação ou movimento de saltar), portanto é algo como “saltar para voltar”. Existem relatos de 200 anos sobre estes saltos, mas eles só foram registrados em 1954, quando repórteres da National Geographic Magazine publicaram fotos e textos sobre a tradição. A técnica era tão apurada que a cabeça dos jovens chegava a resvalar o solo, mas não se verificou nenhum acidente. Em 1970, Kal Muller, autor de “Mergulhando na Indonésia”, tornou-se o primeiro ocidental a se aventurar no esporte radical.

No final da década de 1970, membros do Clube de Esportes Perigosos da Universidade de Oxford (Inglaterra) saltaram da Ponte de Clifton, em Bristol, de uma altura de 80 metros, presos por elásticos usados para prender bagagem em carros. Os apaixonados por esportes radicais se renderam ao bungee jump em 1987, quando o neozelandês Allan Hackett saltou da Torre Eiffel, em Paris, a mais de 200 metros, para divulgar a prática. A empresa de Hackett, que constrói e administra plataformas de salto, atualmente tem filiais na Austrália, EUA, França, Alemanha, México e Indonésia.

 

Segurança na prática do salto de bungee jump

A prática do bungee jump exige equipamento próprio. São presilhas, mosquetões, engates e cintos de alpinismo (para suportar um tranco de quase três mil quilos), além de protetores e tornozeleiras e das cordas elásticas, que devem aguentar uma tensão de quatro mil quilos. No seu interior, há uma corda de náilon com capacidade para 2.500 quilos. No Brasil, elas são certificadas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e devem ser substituídas a cada 1.200 saltos. Para maior segurança, a queda termina sobre a água (profundidade mínima de quatro metros), ou são instalados colchões de ar no solo.

Os tipos de salto

Existem dois tipos de salto: no primeiro, indicado para iniciantes, o atleta é preso pela cintura e tórax e, no final do bungee jump, fica em posição sentada. O segundo é mais radical. O praticante é preso pelos tornozelos e cai de ponta-cabeça, uma posição mais desconfortável, mas que produz mais adrenalina, de acordo com os esportistas.

As sensações de pular de bungee jump

Existem duas sensações que marcam o bungee jump: o frio na barriga, já que os órgãos abdominais não conseguem acompanhar a velocidade da queda, e a aceleração dos batimentos cardíacos, provocada pela liberação de dopamina e adrenalina. Por isto, o salto é desaconselhado para quem tem problemas cardíacos ou desvios graves na coluna vertebral.

Com exceção de eventos oficiais, quando o trânsito é interrompido, o bungee jump é proibido em viadutos e pontes, apesar de muito comuns. O ideal é buscar as plataformas especialmente construídas para a prática. Em muitos parques de diversões, exposições e feiras, são montadas torres mais baixas, para atrair novos adeptos. Guindastes, helicópteros e até balões são usados para os saltos.

De acordo com atletas profissionais, dos mais de 300 mil saltos realizados no Brasil, houve apenas um acidente fatal, em 2005, na cidade de Araguari (MG). Ao contrário de outros esportes radicais, o bungee jump não necessita de aulas prévias ou alguma experiência anterior: basta criar coragem, respirar fundo e saltar.

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