Como estudar para o vestibular

Para se dar bem no vestibular, é preciso definir os objetivos antes de começar a estudar.

A cada novo semestre, milhares de estudantes se preparam para enfrentar o vestibular. Mesmo com muitas faculdades utilizando as notas do ENEM para selecionar seus novos calouros, é preciso obter bons resultados para que seja possível optar por um curso de qualidade, já que esta é uma decisão com implicações pelo resto da vida pessoal e profissional do aluno.

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Como estudar para o vestibular? Em primeiro lugar, é preciso ter bem claro aonde se quer chegar. Os objetivos são muito importantes. A meta é uma universidade pública ou privada? As exigências do curso escolhido – bons conhecimentos em ciências exatas, por exemplo – foram satisfeitas durante o ensino médio?

Um ponto muito importante na formação acadêmica é procurar uma carreira em que o estudante goste de estudar, pesquisar, etc. O segundo ponto é que ele saiba estudar. É fundamental descobrir a vocação e identificar os pontos fortes e fracos. Sem isto, qualquer tentativa de se desenvolver profissionalmente.

Organizando os estudos

Para dar início a um bom programa de estudos, é necessário fazer um levantamento sobre as provas do vestibular, seu peso em relação à classificação e seleção final. As disciplinas e assuntos que apresentam maior grau de dificuldade devem ser os primeiros a serem abordados, logo no início do horário de estudo: assim, não haverá cansaço e a mente estará aberta para absorver novos conhecimentos.

As dificuldades devem ser sempre o principal foco de quem está se preparando para o vestibular.

Normalmente, os vestibulandos ainda estão cursando o ensino médio, ou têm outras obrigações na agenda diária (o trabalho, por exemplo). É preciso organizar um cronograma de estudos, verificando o tempo livre para cada atividade: aulas, trabalho, tempo com a família, estudos para o vestibular e, claro, o lazer.

Em tempo: quem está matriculado em um pré-vestibular deve evitar as faltas (aliás, deve esforçar-se por conseguir 100% de frequência) e fazer todas as atividades propostas: exercícios, atividades em laboratórios, etc. É importante abusar dos plantões tira-dúvidas (eles existem para isto). Quanto a realizar as tarefas sozinho ou em grupo, isto varia de acordo com o perfil de cada estudante.

O ritmo pessoal também deve ser considerado. De nada adianta passar seis ou oito horas diárias debruçado sobre os livros, se a capacidade de concentração é de apenas duas ou três horas. O importante é usar o tempo produtivo da melhor forma possível.

Os simulados oferecidos pelos cursinhos pré-vestibulares são sempre um bom treino, especialmente já que eles também exigem a presença do candidato no horário determinado, prazo para a conclusão das provas, além da ansiedade da prova “in loco”.

Este é outro ponto a ser avaliado: muitos estudantes apresentam ótimo histórico escolar, destacam-se em suas escolas, mas, na hora do vestibular, não conseguem um bom desempenho. Isto está relacionado à ansiedade, o que pode ser resolvido com algumas horas com a família ou amigos (em atividades de lazer), um cinema, a prática de esportes. Se não der certo, a terapia é uma opção. A psicoterapia comportamental cognitiva oferece resultados rápidos e bastante consistentes. A ansiedade também está relacionada à leitura sem entendimento: para “ganhar tempo”, perde-se o enunciado da questão.

A internet

Todo o conteúdo das provas pode ser encontrado na internet. O que será exigido no ENEM, por exemplo, está no site do Ministério da Educação (www.portal.mec.gov.br). Na rede, também é possível encontrar os temas exigidos para a Redação nos maiores vestibulares do país (quase sempre, sobre atualidades, como a situação do Haiti após o terremoto ou como vivem os imigrantes no Brasil).

Na internet também estão disponibilizados quizzes sobre os mais diversos assuntos. Os grandes portais (UOL, Terra, etc.) mantêm, em suas seções sobre educação, testes que englobam as diversas disciplinas. Tente realizar ao menos um diariamente e, se o resultado não for favorável, refaça-o alguns dias depois.

A rede mundial pode ser uma forte aliada para quem vai prestar vestibular. Mas o candidato deve se esforçar por não “cair em tentação” e sair viajando por sites de curiosidade, fofocas, notícias sem relacionamento com o assunto em estudo. É difícil ficar longe das redes sociais, mas o horário para postar fotos e vídeos, conversar com colegas, etc. deve ser limitado a uma ou duas horas diárias, sempre depois dos estudos. “Estar conectado” facilita a absorção dos conhecimentos, desde que não ocupe todo o tempo útil.

Aprendendo no dia a dia

Cada um tem seu jeito próprio de aprender: ler em voz alta, fazer resumos e esquemas gráficos, reescrever textos utilizando as próprias palavras, solucionar problemas. Identifique a forma mais adequada para o seu estilo de ser. Mas não basta apenas “devorar” os conteúdos programáticos previstos para as provas. O vestibular, hoje em dia, exige que o candidato esteja atualizado sobre os problemas do país e do mundo e saiba usar os conhecimentos para resolver questões cotidianas.

Aplicar conhecimentos em questões práticas é uma das maiores dificuldades dos alunos brasileiros. No último PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil obteve apenas o 38º lugar (entre 44 países) em uma prova que exigia, de estudantes com 15 anos, a resolução de questões de matemática aplicadas ao dia a dia.

Portanto, é importante ler jornais e revistas, acompanhar bons noticiários de TV, tentar entender o assunto e estabelecer juízos críticos sobre a matéria em foco. Por outro lado, nas compras de mercado, organização do orçamento doméstico e outras atividades familiares, nós usamos conceitos matemáticos; vale a pena identificá-los, já que eles são uma aplicação da teoria apresentada nas muitas fórmulas. Prática sem teoria é muito perigoso, mas teoria sem prática é algo totalmente desnecessário.

O tempo passa, o tempo voa…

Muitos estudantes deixam para estudar às vésperas do vestibular. Isto não é nada saudável. O ideal é organizar um cronograma, para garantir que todo o conteúdo possa ser explorado e as dúvidas, sanadas antes de realizar as provas. O cérebro humano simplesmente não consegue absorver tantas informações ao mesmo tempo; vestibular é uma tarefa de longo prazo, que exige dedicação e método. Além disto, depois de percorridas todas as disciplinas, ainda é necessário um prazo para a revisão final.

A leitura dos livros obrigatórios para o vestibular deve ser distribuída ao longo do período de estudos. É preciso fugir dos resumos, porque poucos deles conseguem captar o estilo do autor (que é o fator mais importante na avaliação). Ao contrário da “lenda estudantil”, ler não é chato. Muitas pessoas têm pouca familiaridade com a literatura, mas é difícil encontrar alguém que, tendo se debruçado sobre um bom livro, não tenha encontrado bons motivos para viajar na trama e captar a alma dos personagens.

Não se esqueça de que “saco vazio não para em pé”. Faça pausas para pequenos lanches, não “pule” refeições e aproveite estes momentos para conversar e descontrair-se. Não se esqueça do “alimento da alma”: passeios, conversas, esportes, e até a frequência em um templo religioso, se for o caso. Ninguém deixa de viver porque está se preparando para o vestibular, apenas tem a rotina um pouco mais corrida.

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