Coisas que aprendemos errado

A escola é fundamental para todos nós, mas também é fonte de muitas imprecisões. Confira algumas coisas que aprendemos errado.

Desconfie de algumas informações que aparentam ser verdade absoluta. Algumas coisas que aprendemos errado nas escolas podem perdurar por toda a vida. Certas definições ficam tão enraizadas que nem são colocadas em discussão. Em outros casos, a dúvida chega até a surgir, mas o senso comum fala mais alto e os questionamentos são deixados de lado.

Pé de centopeia

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Para começar, algo bem simples: as patas da centopeia (cujo nome significa “cem pés”). Apesar disto, os zoólogos ainda não classificaram nenhum quilópode com cem patas (quilópode é a classe destes animais, do filo dos artrópodes; seus parentes mais próximos).

Estes animais apresentam entre 15 e 191 pares de patas. Eles são providos de garras para inocular veneno, mas não representam perigo para o homem (a menos que o sistema imunológico esteja muito debilitado ou a pessoa picada ter problemas de alergia).

Gravidade zero

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“Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”. Quem viu Neil Armstrong (o autor da frase) e seus saltos prodigiosos logo depois de alunissar pode imaginar que não há gravidade no espaço. A mesma ideia surge quando vemos astronautas fazendo reparos do lado de fora dos satélites e estações especiais.

Isto está totalmente errado. Todo objeto exerce força gravitacional. Mesmo na Lua, a Terra continua atraindo corpos menores (e é exatamente por isto que nosso satélite não sai caminhando em linha reta, mas mantém sua órbita). Quando estão viajando pelo espaço sideral, os astronautas – e seus foguetes – estão em uma permanente queda livre. Ao chegar à Lua, a queda se interrompe e a gravidade do satélite passa a atuar. Os passos e saltos são imensos porque a gravidade lunar equivale a apenas um sexto da gravidade terrestre.

A duração do dia

Um dia tem 24 horas. Está correto? Não! Este é o dia solar, que é contado nos relógios. O dial sideral – uma rotação completa em torno do próprio eixo terrestre – tem 23 horas, 56 minutos e quatro segundos, em média.

Este é o motivo por que foi criado o ano bissexto. Inclui-se um dia a mais no calendário (em fevereiro), a cada quatro anos, para ajustar o nosso horário. Os anos centenários (1800, 1900, etc.) nunca são bissextos, a menos que sejam divisíveis por 400 (como ocorreu em 2000).

Que venga el toro!

Touros odeiam o vermelho e por isto os toureiros usam capas vermelhas para irritá-los. Mais uma coisa errada. Touros e vacas são daltônicos, não têm a capacidade de diferenciar vermelho e verde e também têm dificuldades para identificar outras cores. A tradição durou séculos, até que as touradas começaram a ser proibidas em vários países.

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O que o toureiro faz é balançar a capa em movimentos ondulatórios, o que irrita o “adversário”. Pode acontecer o mesmo em um campo, se o touro entender que uma pessoa qualquer o está desafiando. Nas arenas, vale lembrar que os animais já levaram muitas estocadas de bandarilhas, aquela haste de madeira enfeitada com fitas, com um arpão na ponta, antes do toureiro principal iniciar sua participação na tourada.

Mar de areia

O Saara é o maior deserto do mundo. De novo, não. O título pertence à Antártica. Então deserto não é um lugar quente e cheio de areia? Não: é um lugar desabitado, com más condições de vida para a humanidade (outro deserto gelado é o de Góbi, na Mongólia).

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A Antártica tem 14 milhões de quilômetros quadrados; o deserto do Saara, pouco mais de nove milhões. Mesmo com o processo de desertificação de outras regiões africanas, ainda falta muito para ele se tornar o maior.

Os amigos do Batman

Os morcegos são cegos, todo mundo sabe disto. Mas infelizmente sabem errado. Apesar de ter olhos pequenos e, em maioria, apresentarem hábitos noturnos, eles enxergam bem. Habitando o planeta desde antes do surgimento dos primeiros humanos (do gênero “Homo”, entre cinco e seis milhões de anos atrás), estes mamíferos se adaptaram a praticamente todas as regiões da Terra, com exceção do polo Sul.

Já foram catalogadas 1.100 espécies (no Brasil, são 140; apenas três são hematófagas – ou vampiras – e são pequenas – apenas dez centímetros de envergadura).

Os morcegos conseguem voar por causa de uma adaptação evolutiva: suas mãos se transformaram em asas. As falanges dos dedos são finas, compridas (quase do tamanho do corpo) e interligadas por uma membrana elástica, também unida às pernas.

Quanto à cegueira, algumas espécies são dotadas de visão dez vezes mais apuradas que a dos humanos. Eles só enxergam em preto e branco, mas isto não é um problema para quem faz suas atividades à noite. Para ficar melhor, eles contam com a ecolocalização: os morcegos emitem sons inaudíveis para o homem que, ao se chocar contra um anteparo, retorna aos animais, permitindo que eles se desviem. Os morcegos conseguem identificar a distância do objeto, o tempo para atingi-lo, o tamanho e até mesmo detalhes da sua textura.

Teto do mundo

O Everest, situado entre a China e o Nepal, é a maior montanha do mundo. Afinal, com seus mais de oito mil e oitocentos metros de altura, ele é um desafio para todos os alpinistas em nepalês, ele é chamado de Sagamartha (rosto do céu) ou Chomolangma (mãe do universo).

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Só que não. A maior montanha do mundo é o Mauna Kea, um vulcão extinto do Havaí. Ele mede 10.203 metros, mas é preciso medir desde o fundo do oceano Pacífico: cerca de seis mil metros deste gigante estão abaixo do nível do mar.

Enterrando a cabeça

É bem comum em desenhos animados. Ao pressentir um perigo, os avestruzes enterram a cabeça na areia, como uma forma inútil – e estúpida – de proteção. Se fosse verdade, os predadores até agradeceriam antes de se deliciar com a carne destas aves. Se estas aves realmente enterrassem a cabeça, elas morreriam sufocadas.

Na verdade, o que acontece é bem diferente. Elas cavam buracos para pôr seus ovos ou se aproximam do chão para sentir vibrações. Elas encostam a cabeça e o pescoço no solo, mas não chegam a cobrir a cabeça com terra ou areia. Seus métodos de defesa são os golpes com as pernas, que são muito resistentes e, claro, a fuga. Eles não voam, mas conseguem atingir até 80 km/h.

Dez por cento da nossa cabeça animal

No final do século XIX, um psicólogo americano defendeu a tese. Segundo ele, os seres humanos só fazem uso de 10% do cérebro. Desde então, muitos “especialistas” passaram a vender fórmulas mágicas para ativas os restantes 90%. O mito surgiu porque usamos partes diferentes do cérebro paras as diversas atividades do dia a dia.

A ciência já sabe: qualquer pessoa em condições normais utiliza a integralidade do cérebro. O órgão está sempre ativo, mesmo durante o sono (temos dezenas de tarefas a realizar, como respirar, manter os batimentos cardíacos, filtrar o sangue, etc.). A prova de que não existe potencial oculto surgiu a partir de estudos com ressonâncias magnéticas e tomografias, aparelhos que conseguem medir o fluxo sanguíneo quase em tempo real. Alimentadas com oxigênio e nutrientes, as células nervosas continuam trabalhando, sem qualquer interrupção.

Diamantes

De acordo com a lenda, os diamantes são feitos a partir do carvão comprimido. Mais uma coisa que aprendemos errado. O motivo da confusão é que, tanto o diamante como o carvão, são compostos de carbono. A diferença é que a principal fonte de carvão são as plantas; a maioria dos diamantes foi criada antes de os vegetais surgiram na Terra.

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Os diamantes surgem da liquidificação de rochas presentes no manto superior do planeta, logo abaixo da crosta terrestre. Em condições ideais (composição química, temperatura e pressão), estes átomos de carbono se transformam “nos melhores amigos das garotas”, segundo um famoso filme estrelado por Marilyn Monroe.

Água, dona da vida

A água é azul porque reflete a cor do céu. Já ouviu falar disto? Pois está errado: a água é azul porque a substância pura (H2O, sem nenhum outro elemento dissolvido) é azul. A água reflete os raios azuis do espectro solar. E quando ela fica verde? É por conta da proliferação das algas desta cor. Como as plantas ficam mais perto da costa, é comum que o mar fique bicolor.

A lição de ciências sobre as características da água – inodora, insípida e incolor – também está errada. Esta definição só vale para água destilada; do contrário, em qualquer fonte, ela conterá diversos íons que alteram sua composição.

Mais água: o líquido entra em ebulição quando atinge os 100°C. Isto só é verdade para o nível do mar. Quanto mais elevada é a altitude, menor é a temperatura necessária para a água ferver.

Ainda sobre a água: é preciso beber oito copos do precioso líquido todos os dias. O problema, aqui, é que “copo” é uma medida genérica, que pode conter entre 200 e 500 mililitros. A recomendação dos especialistas é que sejam bebidos dois litros diariamente. O mito, que surgiu em 1945, nos EUA, é divulgado até hoje. Em tempo: nos dois litros, deve-se contar a água ingerida com os alimentos (uma melancia contém 96% de seu peso apenas de água). Refrigerantes e cervejas não entram na conta. O excesso de líquidos sobrecarrega os rins.

Plantas fora do quarto

É quase uma lenda. Dormir em um quarto cheio de plantas seria prejudicial à saúde. A história surgiu porque, durante a noite, as plantas absorvem oxigênio e liberam gás carbônico, que é tóxico para humanos e animais domésticos, fundamental para a realização da fotossíntese (processo pelo qual a energia solar é transformada em energia química).

Inalado em grande quantidade, o gás carbônico provoca irritações nas vias aéreas, náuseas e até a morte por asfixia, se a exposição for muito prolongada. A quantidade de gás liberado pelas plantas, porém, é quase desprezível: para provocar efeitos danosos, seria preciso transplantar um pomar para dentro do quarto. Mesmo assim, apenas com portas e janelas hermeticamente fechadas.

Efeito estufa

O efeito estufa é a causa do aquecimento global. Em termos. O efeito estufa é o processo pelo qual os raios infravermelhos emitidos pelo Sol são absorvidos pela atmosfera terrestre (especialmente o ozônio e o dióxido de carbono) e pela água. É uma forma de regulação da temperatura do planeta.

No atual momento por que passamos, o excesso de dióxido de carbono está gerando desequilíbrios. Mudanças climáticas antigas mostram que nossa atmosfera é bastante sensível ao aumento do CO2. A temperatura da última década (2000-2009) foi a mais quente já registrada pelos meteorologistas. O Sol não tem culpa. Na verdade, ele está “mais frio” (um período de baixa atividade da nossa estrela). Mesmo assim, a Terra está mais quente.

O animal mais comprido do mundo

Certamente, já veio à mente a imagem da baleia azul. Mas está errado. Apesar de já terem sido encontrados espécimes adultos com 33 metros de comprimento, o campeão é o lineus, um verme encontrado no norte da Europa, também conhecido como verme cordão de bota, que chega a atingir 40 metros.

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O lineus não é parasita; assim, não representa perigo para o homem. No entanto, sua aparência – ele se parece com uma longa minhoca flácida – não é a experiência mais interessante para quem se arriscas pelas praias do Báltico e do mar do Norte.

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