Causas do aquecimento global

Mudanças no ritmo das chuvas e avanço do mar sobre as regiões costeiras são algumas consequências

O aquecimento global é provocado pelo aumento da temperatura na superfície da Terra (oceanos e continentes). Segundo o quarto relatório do IPCC, sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (2004), a temperatura aumentou 0,18ºC no século passado, provocando aumento do nível dos oceanos entre 10 e 20 centímetros.

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Até o final do século XXI, há previsões de aumento de até 70 centímetros, o que provocaria alterações nos níveis de chuva, acarretando redução das geleiras e do Ártico, secas e enchentes. Podem aumentar também os terremotos e furacões, e o aumento da temperatura aliado à mudança na pluviometria pode provocar mudanças na agricultura e extinções de espécies. O mar avançaria por toda a costa. Um aumento entre 1 e 2,5cm pode alagar algumas ilhas do Pacífico.

Outra consequência é a redução da camada de ozônio. O buraco encontrado na atmosfera sobre a Antártica já é até famoso, e no final do ano passado cientistas afirmaram que outro buraco, no Ártico, pode ter tamanho equivalente ao território de cinco vezes a Alemanha. O ozônio é o gás que reflete parte dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. A redução da camada protetora provoca diversas doenças de pele, inclusive câncer.

A maior parte desse aumento é causada por concentrações cada vez maiores do efeito estufa, resultado da queima de combustíveis fósseis, do desflorestamento e da pecuária.

O protocolo de Kyoto, já ratificado por mais de 180 países, é uma tentativa de conter a emissão de gases que formam o efeito estufa. A discussão teve início com uma reunião de cientistas e governantes sobre mudanças climáticas, em Toronto (Canadá), em 1988, as conclusões desse encontro foram que as consequências do aquecimento são equivalentes a uma guerra nuclear. Em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, 160 países assinaram a Convenção Marco sobre Mudança Climática.

Dois anos antes, o primeiro relatório do IPCC advertia: era necessário reduzir a emissão dos gases em 60%. Em 1997, foi assinado o Protocolo de Kyoto, mas sem a adesão das maiores potências mundiais. Os EUA, por exemplo, não ratificaram o acordo, sob o pretexto de não prejudicar a produção industrial.

O protocolo basicamente define que as nações deverão reduzir a emissão de gases em 5,2% em relação aos níveis de 1990 e coloca em discussão a compra de créditos de carbono: nações industrializadas comprariam esses créditos de países não desenvolvidos e emergentes. A justificativa é garantir o desenvolvimento sustentável.

No entanto, alguns cientistas renomados afirmam que as causas do aquecimento global não estão nas atividades humanas, mas na dinâmica do sistema solar: radiação solar, concentração de nuvens, atividade vulcânica, decomposição de seres e outros seriam os causadores das mudanças climáticas. Cabe uma pesquisa atenta para verificar quem está com a razão.

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