Brinquedos assassinos do cinema

Eles deviam ser fofinhos e encantar as crianças. Mas, no cinema, muitos brinquedos são assassinos.

Os motivos são os mais variados. Pode ser uma bonequinha cuja dona foi brutalmente assassinada (os deste gênero quase sempre atacam na casa em que a menina morreu), um palhacinho, etc. Entre eles, estão Chucky (“Brinquedo Assassino”), Annabelle (“Invocação do Mal”), Blade e seus companheiros (“O Mestre dos Brinquedos”, que faz parte da série “Jogos Mortais”).

Todos estes personagens assustam bastante e, mesmo com a surrada sequência que inclui silêncio, escuridão e solidão e uma série de atores que começa com um figurante e atinge o auge no ataque ao protagonista (que quase sempre não morre), continuam botando medo em muitos marmanjos e são excelentes opções para uma noite de DVD com os amigos. Só é preciso tomar cuidado na hora de ir buscar a pipoca na cozinha.

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Chucky

A saga de Chucky completou 25 anos em 2013 – o primeiro filme da série foi “A Noiva de Chucky”. Para comemorar o aniversário, foi lançado “A Maldição de Chucky”, também dirigido pelo cineasta Don Mancini. A história é simples: duas irmãs (Nica e Barb) estão deprimidas com o recente suicídio da mãe. Enquanto discutem sobre o futuro, a filha de uma delas se distrai com um boneco de cabelos vermelhos, que apareceu misteriosamente através do correio: o próprio Chucky, ainda possuído pela alma de um serial killer.

Assassinatos em série misteriosos começam a acontecer, as suspeitas de Nica recaem sobre o brinquedo assassino, mas ela não sabe que Chucky tem uma meta a cumprir: terminar o trabalho iniciado há mais de 20 anos. Fatos terríveis acontecem desde então. Uma curiosidade sobre este último filme: Andy (então com seis anos), a primeira criança a ser assombrada pelo bonequinho, volta a contracenar com o diabólico brinquedo.

O ator contou como foi seu teste para a “Noiva”, cujo nome é Tiffany: ele parecia totalmente travado. Depois de muitas tentativas, a mãe perguntou o que ele estava sentindo. A fala do ator-mirim era: “ela era uma puta e teve o eu mereceu”, mas o garoto não podia falar palavrões na frente dos pais.
“A Noiva de Chucky” (Child’s Play) teve três continuações; na última delas, é morto por policiais, mas Tiffany consegue ressuscitá-lo. Em seguida, chegou a vez de “O Filho de Chucky”.

Invocando o mal

A simpática boneca Annabelle, loira e de bochechas rosadas, é a estrela de “Invocação do Mal” (The Conjuring), dirigido por James Wan. Lançado também em 2013, o filme conta a história conta o trabalho de dois demonologistas renomados, contratados pela família Perron, da pequena cidade de Harrisville, que investigam os fenômenos paranormais que estão ocorrendo na fazenda. Espíritos diabólicos atormentam a vida do casal e filhos diversas vezes por dia, sempre se incorporando na boneca para praticar as suas maldades.

Os investigadores do além só não contavam ter de se deparar com entidades muito poderosas – o maior desafio de suas carreiras. O filme foi sucesso de crítica e público e comparado a “O Exorcista”, o maior sucesso dos filmes de terror. Talvez o único pecado do diretor e dos roteiristas Chad e Carey Hayes tenha sido associar os vilões da trama às Bruxas de Salém (mulheres acusadas nos EUA, no final do século XVII, por prática de feitiçaria). A trama também faz confusão entre satanismo, espiritismo e bruxaria, mas, como passatempo, é uma boa dica.

Gangue do mal

“O Mestre dos Brinquedos” (Pupplet Master) é o primeiro longa-metragem de uma série de dez filmes dirigidos por David Schmoeller, que transforma as telonas em verdadeiros banhos de sangue: os brinquedos são verdadeiras armas mortais. No início, um grupo de paranormais vai a um hotel no Egito onde eles acreditam estar escondido um objeto – uma espécie de varinha de condão às avessas – que lhes dará o poder de dar vida a objetos inanimados.

“Os Bonecos do Mal” (como o filme foi batizado em Portugal), no entanto, são na verdade guardiães deste segredo de um antigo mestre. Os filmes fazem referências a mitologias de muitos povos, quase sempre sem explicar a conexão entre elas. Vagarosa e cruelmente, os paranormais vão ser exterminados.

O primeiro a entrar em ação é Blade, um espadachim (mas que tem uma espada em uma das mãos e vive com um gancho de açougueiro). Nas sequências, surgem Tunneler, que tem uma broca na cabeça (e ela funciona!), Pinhead (cabeça de alfinete, literalmente; mas esta tem mãos gigantes), Sixshooter (um pistoleiro com seis braços), Torch (equipado com lança-chamas e máscara de ferro), Jester (Coringa, talvez uma referência a “Batman”) e Leech Woman (ela solta sanguessugas pela boca).

Os filmes foram lançados no final dos anos 1990, na esteira dos sucessos e Chucky e sua turma. Tiveram baixo orçamento, no entanto, mas vale a pena assistir são marionetes, e não animações. Para encontrá-los, dá u pouco de trabalho, porque a equipe decidiu usar vários nomes: “O Mestre dos Brinquedos” 1 e 2 (também chamados de Bonecos da Morte), “A Volta do Mestre dos Brinquedos”, “Bonecos em Guerra: Capítulo Final” (são as continuações 4 e 5), “ A Maldição dos Brinquedos” é o nome das demais, mas, como circulam muitas versões pela internet, a lista de nomes pode ser maior. A série continua fazendo bastante sucesso.

Palhaço apavorante

“Poltergeist, o Fenômeno” é um filme escrito e produzido por Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hooper. O filme foi lançado em 1982 e conta a história de Carol Anne, seus pais e irmãos, uma típica família americana para os moldes da época. Poltergeist é uma palavra alemã para designar fantasmas bagunceiros ou brincalhões.

Logo no início, a jovem parece estar fascinada por um palhaço de brinquedo que ganhou. Todas as vezes em que o brinquedo aparece, os espectadores levam grandes sustos. O boneco é caracterizado com um misto de alegria e maldade, que nunca pode ser definido – ao menos, para quem assiste ao filme pela primeira vez.

Em seguida, Carol Anne começa a conversar com imagens de TV e móveis que se movem sozinhos. Em uma noite de tempestade, a garota desaparece misteriosamente, dentro do armário do próprio quarto. Por acaso, a família consegue contato com ela, através de um canal de TV sem sinal. Os pais decidem contatar uma paranormal, uma das melhores coisas do filme, que tem quase tantos mistérios nos bastidores, quanto nas telas.

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