Brasil consolida liderança entre sul-americanos nas Olimpíadas

Brasil termina Londres 2012 com apenas o 22º lugar no quadro de medalhas, mas a liderança absoluta dentro da América do Sul.

O desempenho do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres não chegou a ser empolgante. Conquistar nosso recorde de medalhas (17 no total) é um feito importante, mas os três ouros ainda estão longe dos cinco conquistados em Atenas 2004, recorde nacional. Mesmo assim, a Olimpíada que terminou ontem consolidou o país como a maior potência do esporte sul-americano, e com boas léguas de vantagem sobre os demais vizinhos.

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Com três ouros, cinco pratas e nove bronzes, o Brasil tem mais medalhas que todos os seus vizinhos de continente somados. Além de nós, somente colombianos, argentinos e venezuelanos voltaram com medalhas para a América do Sul. Somados, estes três países teriam três ouros, quatro pratas e seis bronzes – ganharíamos no número total de medalhas (17 a 13) e por termos mais pratas (cinco a quatro). Uruguai, Equador, Bolívia, Peru, Paraguai e Chile não conquistaram nenhuma medalha em Londres.

No contexto da América Latina, somente Cuba ficou à frente do Brasil, com cinco ouros, três pratas e seis bronzes. O México, que é o país que mais se aproxima de nós em termos de população, só conquistou uma única medalha de ouro – no futebol, contra a seleção de Mano Menezes. Foram três pratas e três bronzes, totalizando sete – menos da metade.

O bom desempenho do Brasil em comparação com os vizinhos não é exatamente uma novidade. Em Pequim 2008, foi o país de melhor desempenho entre todos da América Latina, inclusive Cuba. Em 2004, foi o melhor da América do Sul e só atrás dos cubanos no geral da América Latina. Isso tudo não significa que seja fácil chegar à meta de conquistar 30 medalhas no Rio 2016. Seria necessário um crescimento de 76% no desempenho dos nossos atletas, algo difícil de conseguir em apenas quatro anos.

Nos Jogos Panamericanos, a supremacia é ainda maior. Desde 1995, o Brasil não termina atrás de um vizinho no quadro geral da medalhas. A última vez foi há 17 anos, nos Jogos de Mar del Plata, quando a anfitriã Argentina ganhou 40 de ouro, contra 18 do Brasil. Em Winnipeg 1999, empatamos com os hermanos em ouros (25 a 25), mas ficamos à frente por termos mais pratas (32 a 19). Foram os últimos dias de equilíbrio entre os históricos rivais.

Em Santo Domingo 2003, foram 29 ouros contra 16 de Venezuela e Argentina. No Rio 2007, nosso melhor desempenho: 52 ouros e o 3º lugar no geral – a Colômbia, com 14 ouros, foi quem chegou mais perto. No ano passado, em Guadalajara, só Estados Unidos e Cuba terminaram à nossa frente. Com 48 ouros, chegamos à frente do anfitrião México, do rico Canadá e da Colômbia, segundo melhor sul-americano, que ficou com 24 ouros.
Foto: Marcelo Pereira/Terra.

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