Bactérias que fazem bem ao corpo

Nem todas as bactérias são prejudiciais. Várias delas auxiliam e defendem o organismo.

As bactérias não são de todo mal, já que nem todas elas provocam infecções. É o que prova uma série de estudos comandados por 80 faculdades americanas nos últimos 5 anos. Pela proteção que podem proporcionar, as bactérias estão ganhando mais adeptos entre os médicos. Eles começaram a apostar em aumentar a potência do corpo através desses organismos ao invés de ministrar tantos antibióticos.

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O Projeto Microbioma Humano contou com a ação de 200 pesquisadores para identificar as bactérias que existem no organismo humano. O número é impressionante: aproximadamente 100 milhões, ou seja, 10 vezes mais do que as células humanas.

O resultado, publicado em julho de 2012 veio das amostras de 242 pessoas saudáveis. A partir dessas amostras os cientistas sequenciaram os genes das bactérias e analisaram seu comportamento no sistema de defesas do organismo. Dentre as descobertas mais interessantes está a prevenção de algumas infecções intestinais, asma e sobrepeso.

Bactérias & Cia

Pessoas que nasceram de parto normal tiveram contato com Lactobacillus johnsonii. Geralmente essas espécies são encontradas no intestino, mas os cientistas do Baylor College of Medicina, no Texas, descobriram que mulheres graves tem uma enorme quantidade deles na vagina.

Esse micro-organismo auxilia na digestão do leite. Dessa forma, são desenvolvidos da vagina da mãe, por onde o bebê passa ao nascer. O leite, por outro lado, contém açúcares que alimentam essas bactérias para que permaneçam no corpo do bebê, que não pode digerir os açúcares sozinho, e protege contra invasores indesejáveis. Por isso é primordial preservar a flora bacteriana do corpo, especialmente no início da vida.

Em um estudo organizado pela Harvard, alguns ratos foram separados em dois grupos. Um foi criado em meio a bactérias e outro longe delas. O que foi constatado é que os ratos que não tiveram contato com bactérias desenvolveram as células de defesa em grande escala e ficaram mais perto de ter uma asma do que os ratos que conviviam com os micro-organismos.

Alimentos

Os probióticos, como iogurtes e leites fermentados, são ricos em bactérias boas que fornecem ácido lático. Eles ajudam a regular o intestino e manter as defesas reguladas, pois aumentam o potencial nutritivo dos alimentos. Para modificar a flora bacteriana os métodos já existentes são produtos de limpeza, transplantes e alguns alimentos lácteos. Em breve os chocolates farão parte dessa equipe.

Pode parecer nojento, mas no Amsterdã, pesquisadores do Academic Medical Center juntaram 40 voluntários muito acima do peso para realizar transplantes. Alguns recebem transplantes de suas fezes, e outros, são transplantados com fezes de magros. Nos resultados iniciais, os gordos que adquiriram fezes dos magros começaram a absorver menos açúcar. Provavelmente por causa da proteína TLR5, que controla as bactérias prejudiciais ao intestino.

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