As paixões de Zeus

Divindade suprema do Olimpo, Zeus teve inúmeras paixões. Conheça algumas histórias criadas pelos gregos.

Zeus era o rei dos deuses, casado com Hera (a Juno romana), deusa da família e do casamento. Mas ele não ficou famoso por sua fidelidade. Ao contrário, teve filhos com diversas amantes, via de regra perseguidos pela ciumenta esposa. As paixões de Zeus provocavam sérias represálias por parte da divindade representada pelo pavão.

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Na verdade, a primeira mulher de Zeus (Júpiter, para os romanos) foi Métis, rainha do oceano que tinha o dom de se transformar em qualquer coisa. Métis é uma das deusas titânicas. Zeus era filho de Cronos (ou Saturno), que devorava os filhos, para que não se cumprisse a profecia de que ele seria destronado por sua descendência. Foi Métis quem forneceu a bebida responsável por obrigar Cronos a vomitar os deuses presos em seu estômago.

Outro oráculo previu que Métis teria dois filhos com o rei dos deuses: um deles seria igual a Zeus em sabedoria e força e o outro seria rei de homens e deuses.

Para evitar a concorrência, Zeus pediu que a mulher se transformasse em uma gota d’água e imediatamente sorveu-a.

Europa

Esta princesa de Sídon impressionava pela beleza. Diversas divindades do Olimpo tentaram raptá-la sem sucesso. Zeus apaixonou-se por Europa, mas sabia que ela podia recusá-lo. Pediu que seu filho Hermes (Mercúrio) providenciasse o encontro. O mensageiro dos deuses era responsável pelo gado do rei. Zeus, então, transformou-se em um belo touro branco e misturou-se ao rebanho.

Ao chegar perto da princesa, o touro prostrou-se aos pés de Europa, que logo se interessou pelo animal e começou a enfeitá-lo com guirlandas de flores. De súbito, Zeus arrebatou a jovem, mergulhando no mar. Apesar dos protestos da princesa, Zeus avançou pelo mar até atingir a ilha de Creta (atual Grécia), onde retomou sua forma.

Em Creta, o casal se uniu e desde então os plátanos não perdem as folhas no inverno, porque serviram para ocultar o amor ilícito de um deus. Europa teve três filhos, entre os quais se destaca Minos, que se tornou rei da ilha. Com este sequestro, o sangue divino cobriu o continente europeu.

Hera, no entanto, entrou em cena e despertou na mulher do soberano, Pasífae, uma paixão incontrolável por um touro. Deste relacionamento nasceu o monstro Minotauro, metade homem, metade animal, que foi encerrado num labirinto, onde eram sacrificados anualmente 14 jovens (sete de cada sexo), até que o herói Teseu conseguiu matá-lo.

Hércules

Trata-se do nome latino para o semideus grego Héracles, cuja força descomunal gerou várias histórias. Zeus encantou-se com a graça de Alcmena, mulher do rei de Tebas, Anfitrião. Para seduzi-la, o deus tomou a forma do marido, que estava numa batalha, e manteve relações durante uma noite inteira.

Alcmena deu à luz dois filhos: Hércules e Íficles, filho de Anfitrião. Para conceder a imortalidade a Hércules, Zeus pediu que Hermes levado o bebê até Hera e, quando ela adormecesse, o colocasse junto aos seios da deusa, para que ele sugasse. O bebê sugou com tal força que, mesmo depois de afastado, o leite divino continuou jorrando e formou a Via Láctea.

Hera não gostou nem um pouco da situação. Quando Hércules tinha apenas oito meses, a deusa enviou duas serpentes para devorá-lo no berço. O bebê, no entanto, estrangulou os répteis. Já adulto, o herói se casou com Megara, filha de Creonte, rei de Tebas. O casal teve muitos filhos, mas, num ataque de loucura provocado pela deusa, Hércules matou todos eles.

Para se penitenciar, Hércules consultou o Oráculo de Delfos. A resposta foi que ele devia servir, por 12 anos, a Euristeu, rei de Micenas e Tirinto. Este rei era aliado de Hera e impôs 12 tarefas praticamente impossíveis: são os famosos “12 trabalhos de Hércules”. O herói, no entanto, cumpriu todas as exigências.

Hércules se casou mais uma vez, com Djanira. A noiva lhe ofereceu, como presente de núpcias, uma túnica mágica. Mas o herói traiu a mulher e, ao consumar o ato, o tecido fundiu-se com sua pele e provocava intenso ardor. Desesperado, o herói se jogou em uma fogueira. Imediatamente, ouviu-se um trovão: era Zeus, que vinha buscar o filho para conduzi-lo ao Olimpo.

Chuva de ouro

Dânae era princesa de Argos, filha de Acrísio. O rei queria muito ter um herdeiro e por isto consultou um oráculo. A resposta não foi a esperada: ele foi informado de que não poderia ter um filho varão, mesmo que corresse toda a terra e seduzisse todas as mulheres. Para evitar o cumprimento da profecia, Acrísio encerrou a filha ainda virgem numa prisão subterrânea.

Mas Zeus a encontrou e, sob a forma de uma chuva de ouro, fecundou-a. da união nasceu Perseu, que, entre outros fatos heroicos, matou a Medusa, monstro com serpentes no lugar dos cabelos, que petrificava todos os incautos que olhavam para ela. O jovem efetivamente matou o avô: durante um jogo, ele atirou desastradamente um disco, que atingiu o rei de Argos.

Um cisne enamorado

Para seduzir a rainha Leda (de Esparta) e a deusa Nêmesis (da vingança divina), a divindade transformou-se num cisne. As duas mulheres botaram ovos, mas Nêmesis abandonou o seu. A rainha criou seus filhos (Cástor e Pólux) e os da deusa (Helena e Clitemnestra).

Helena foi considerada a mulher mais linda da história e teria provocado um dos maiores confrontos bélicos da história: a Guerra de Troia, que colocou duas deusas em lados contrários: Afrodite, que defendia Troia, e Hera, que seu uniu aos espartanos. Ao todo, a mitologia grega registra mais de cem filhos de Zeus, gerados com deusas, ninfas e mortais.

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