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As novas pedras de Stonehenge

Pedras gigantes alinhadas em Stonehenge podem ser a descoberta mais incrível da arqueologia.

Stonehenge é uma estrutura composta por três círculos concêntricos. O nome do sítio arqueológico situado na planície de Salisbury (sul da Inglaterra significa) “eixo de pedras”. O local, que pode ter servido para observações astronômicas e também para rituais, foi construído entre 3100 a.C. e 2075 a.C., na Idade do Bronze. Agora, arqueólogos britânicos descobriram um novo conjunto de pedras, a três quilômetros de Stonehenge. São cerca de cem pedras que formam um único conjunto megalítico.

 O Stonehenge, um dos mais enigmáticos conjuntos megalíticos de toda a história.

O Stonehenge, um dos mais enigmáticos conjuntos megalíticos de toda a história.

Alguns destes megálitos têm mais de quatro metros de altura. A descoberta das novas pedras de Stonehenge é cinco vezes maior do que o sítio conhecido desde a época de domínio dos saxões: o monumento, encontrado em Durrington Walls (onde também foram encontrados restos de casas de madeira), tem 1,5 km de circunferência e 500 metros de diâmetro. O monumento foi encontrado em 2015, enterrado um metro abaixo da superfície.

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Os arqueólogos

Um grupo de cientistas do projeto Stonehenge Hidden Lanscapes (paisagens ocultas de Stonehenge) está trabalhando nas novas pedras – batizadas de Superhenge – há cinco anos, mas as primeiras conclusões foram publicadas apenas em setembro de 2015. Provavelmente, o local foi utilizado para a realização de cerimônias religiosas e de magia.

As novas pedras de Stonehenge foram erguidas ao lado de uma vala escavada na terra próximo a Stratford on Avon, no formato típico dos henges das ilhas britânicas. Os pesquisadores já sabem que as pedras originalmente estavam posicionadas de forma vertical.

 Representação artística das novas pedras de Stonehenge, produzida pelo Instituto Ludwig Boltzmann.

Representação artística das novas pedras de Stonehenge, produzida pelo Instituto Ludwig Boltzmann.

A descoberta só foi possível com o uso de radares de inspeção geofísica – tecnicamente, tecnologia de prospecção e sensibilidade remota geofísica não invasiva. As rochas ainda não foram escavadas, mas já foram catalogadas 90 pedras.

Um terço delas tem mais de 4,5 metros de altura, 1,5 metro de largura e um metro de espessura e praticamente todas as pedras estão muito bem conservadas. É provável que este novo conjunto megalítico tenha mais de cinco mil anos, sendo contemporâneo ou até mesmo anterior ao primeiro círculo erguido em Stonehenge.

O grupo de cientistas tem um grande problema para resolver: deixar as pedras enterradas e trabalhar apenas no campo teórico, ou desenterrá-las em busca de pistas que indiquem dados da civilização que construiu os monumentos.

As ruínas indicam uma tecnologia arquitetônica sem precedentes para o Período Neolítico na Europa. No continente, as construções entre 3000 a.C. e 2000 a.C. eram feitas majoritariamente com madeira. As novas pedras atingem 25 toneladas.

O transporte

A hipótese mais provável é que as pedras misteriosas tenham sido trazidas de uma jazida das montanhas do País de Gales, distantes 20 quilômetros do sítio ritualístico. Em um programa transmitido pela rede de TV britânica BBC, cientistas afirmaram que as pedras de Stonehenge foram envolvidas em vime, formando uma espécie de casulo protetor.

Desta forma, as rochas puderam ser roladas até o local em que formaram os círculos, que podem ter sido utilizados também como centros de cura. O vime também teria permitido que as pedras boiassem na água: assim, os construtores contaram com os rios e riachos para amenizar o transporte.

Ainda não se sabe como o povo que construiu os monumentos deixou as pedras em pé, empilhadas e alinhadas de acordo com a entrada das estações do ano, mas a teoria do casulo tem sido bem aceita por estudiosos do Período Neolítico.

Stonehenge

No primeiro período do monumento megalítico, Stonehenge era apenas um círculo de pedras menores (de até dois metros de altura) com cem metros de diâmetro. Os construtores fizeram uma única abertura, que dava acesso a bancos de pedra e um altar de madeira. Este círculo estava alinhado com o pôr do Sol do último dia do inverno e com as fases da Lua.

Quase mil anos depois, em 2150 a.C. (segundo período) foram erguidos dois outros círculos de pedras azuis (pedras vulcânicas de matiz azulado). A entrada para o círculo interno foi alargada e uma estrada foi aberta no centro (é provável que cavalos e carroças transitassem por ela). As valas paralelas da via foram alinhadas com o Sol nascente do primeiro dia do verão.

No terceiro período (entre 2075 a.C. e 1100 a.C.), as pedras azuis foram retiradas e, em seu lugar, surgiram os imensos megálitos que estão até hoje em pé no sítio arqueológico. Entre 1500 a.C. e 1100 a.C., as pedras azuis foram restauradas e outras 60 rochas vulcânicas semelhantes foram adicionadas ao monumento, que tomou o formato de uma ferradura. A título de curiosidade, pesquisadores calcularam que foram necessárias mais de 30 milhões de horas de trabalho para erguer todo o conjunto arquitetônico de Stonehenge e Superhenge.

As origens

Antes que o carbono 14 (ou radiocarbono) permitisse a datação exata de restos mortais e das ruínas de construções milenares, muitas hipóteses (na realidade, meros palpites) foram formuladas para tentar entender Stonehenge.

Uma das opiniões mais duradouras foi proposta por John Aubrey, no século XVIII. Para ele, as estruturas megalíticas da Inglaterra e da Normandia (norte da França) seriam obras coordenadas pelos druidas, a classe sacerdotal dos celtas. Dois séculos depois, no entanto, descobriu-se que os celtas só chegaram ao sul da Inglaterra 300 anos antes da Era Cristã.

Outros autores sugeriram que Stonehenge foi uma construção romana. Esta ideia é totalmente improvável, já que os primeiros soldados do Império Romano desembarcaram nas ilhas britânicas apenas no ano 43, mais de três mil anos depois das primeiras elevações monumentais.

Com o uso do carbono 14, foi possível verificar que as pedras foram trazidas e alinhadas em um passado muito mais remoto. Na primeira metade do século XX, surgiram poucas teorias sobre a utilização de Stonehenge; a maioria falava sobre estudos astronômicos, necessários para um povo agrícola estabelecer a época e plantio e de colheita.

O sítio arqueológico provavelmente foi utilizado para rituais e sacrifícios, mas nada se sabe sobre os deuses adorados pela civilização que ergueu Stonehenge. Mais recentemente, alguns arqueólogos têm sustentado que o monumento foi um centro de cura: as pedras azuis teriam propriedades terapêuticas e muitos peregrinos venciam longas distâncias para receber o tratamento.

Com a descoberta do Superhenge, o mais provável é que um conjunto megalítico tenha abrigado os doentes, enquanto Stonehenge ficou reservado para as observações astronômicas e para as cerimônias religiosas e de magia.

Ainda restam muitas lacunas a serem preenchidas, antes que se possa entender mais sobre a cultura que viveu no Período Neolítico nas ilhas britânicas. Por enquanto, os cientistas só podem afirmar com certeza que este povo detinha vastos conhecimentos sobre arquitetura.

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