As maravilhas do Espírito Santo

A Vila do Espírito Santo foi fundada em 1535. De lá para cá, muito turistas descobriram as maravilhas de um dos estados mais charmosos do país.

Com apenas 3,5 milhões de habitantes, o Espírito Santo possui um vasto litoral, com 78 ilhas em sua extensão. Vitória, a capital, fica numa ilha, ligada ao continente por diversas pontes. Mas o Estado não é apenas Sol e mar. A poucos quilômetros do litoral, o terreno se ergue em montanhas que atraem os ecoturistas. Para completar, os dois grandes portos da capital (Vitória e Tubarão), por onde escoa a maior parte do minério de ferro destinado à exportação, vêm tornando a região um importante ponto de turismo de negócios.

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O Estado merece ser visitado durante o ano todo. Mesmo no inverno, as temperaturas máximas atingem 26°C. Em alguns dias, pode não dar praia, mas os passeios de barco, as trilhas pela mata Atlântica e as muitas festas populares, inclusive de origem alemã (na região serrana) compensam a viagem.

Vitória apresenta o 4º IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre as capitais do Brasil. Fazem parte do município 34 ilhas e uma parte continental. O nível de urbanização é bastante alto; a região metropolitana abrange os municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra, Fundão, Guarapari e Viana.

A cidade é muito quente: as montanhas bloqueiam o vento sul, que traz as frentes frias e massas de ar polar para o Estado. Por isto, as pequenas praias, recortadas por restingas e mangues, estão sempre cheias: vale a pena conhecer Camburi, na parte continental, a curva da Jurema, a ilha do Boi, Castanheira e praia do Canto.

Vitória administra as ilhas de Trindade e Martim Vaz, a 1.100 km da costa, importantes santuários ecológicos, com trechos de mata Atlântica intocados. As ilhas abrigam bases meteorológicas, por estarem situadas em zona de dispersão de massas de ar. O acesso de turistas é restrito, mas vale a pena entrar na fila para conhecê-las. Quando o céu está claro, é possível avistar uma ilha a partir da outra, mesmo com a distância de 49 km.

Vila Velha

As maravilhas não se concentram apenas na capital. Vila Velha conta um pouco da história do Brasil com suas construções coloniais, como a Igreja do Rosário, o Forte de Piratininga e o Farol de Santa Luzia. O Convento de Nossa Senhora da Penha, por exemplo, abriga em seu acervo – um verdadeiro museu de arte sacra – a primeira tela feita na América Latina: uma imagem de Nossa Senhora das Alegrias.

A altitude média de Vila Velha é de apenas quatro metros acima do nível do mar. Mas num passeio pelas praias, como a da Costa e de Itapuã, é possível escalar ou apenas curtir a vista de várias elevações, como os morros do Penedo, da Concha, do Moreno e da Penha (onde está o convento).

A ilha das Garças é um ponto importante para quem quer avistar aves: além das garças, a região é colonizada por socós e andorinhas-do-mar. A ilha é ideal também para a pesca. A ilha dos Pacotes é de acesso restrito à marinha, mas vale a pena circundá-la para conhecer o imponente farol.

Guarapari

O nome não faz jus à cidade: significa “garça manca” em tupi. Guarapari foi fundada por José de Anchieta, o mesmo religioso que fundou São Paulo, e é o principal polo turístico do Espírito Santo: quase um milhão de turistas a cada verão. Desde os anos 1960, a cidade tornou-se pelas areias monazíticas de suas praias, com propriedades medicinais para tratamentos de pele, tendões, ossos e articulações.

Como toda região central do Estado, Guarapari possui muitas enseadas e baías e o núcleo da cidade está ao nível do mar. Alguns distritos, no entanto, ficam a mil metros de altitude. Os fortes ventos são característicos da região e tornam a temperatura mais amena. No bairro de Buenos Aires, a sensação térmica chega aos 10°C durante o inverno.

No norte litorâneo da cidade, é possível visitar o Parque Estadual Paulo César Vinha, uma reserva de 1.500 hectares famosa por suas bromélias e orquídeas, além da fauna, com quatis, jiboias, sauís, cutias, tamanduás e veados. Uma das três lagoas do parque é aberta à visitação pública: a lagoa dos Caraís, com acesso pela trilha da Restinga.

Mata Atlântica

Todo o Estado apresenta trechos originais da cobertura vegetal, nas ilhas, na costa ou na montanha. Mas alguns parques estão intocados, à disposição dos amantes da natureza para revelar suas maravilhas.

O Parque Nacional do Caparaó foi criado em 1961. Administrado pelo Instituto Chico Mendes, a reserva de 26 mil hectares tem como ponto culminante o pico da Bandeira, com 2.892 metros de altitude. A região é muito procurada por montanhistas e reúne cinco municípios capixabas: Iúna, Ibitirama, Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço, Guaçuí e Muniz Freire.

O parque atrai turistas especialmente no inverno, por causa do clima tropical de altitude, quando as geadas baixam as temperaturas a até -10°C. Um dos locais mais procurados é o cume do pico da Bandeira, de onde se avista um fantástico nascer do sol.

No sopé do monte Cristal, há um lago que registra, ao menos uma vez por ano, cobertura de gelo. Já foram registradas precipitações de neve na região, mas o fenômeno é muito raro.

O Parque Nacional de Itaúnas (pedras pretas, alusão às pedras do leito do rio que dá nome à reserva) fica em Conceição da Barra. É um dos mais belos locais do Espírito Santo. A biodiversidade, espalhada em trechos de mata Atlântica, restingas, manguezais, alagados, dunas, tabuleiros e o rio, realmente impressiona.

Some-se a isto 25 km de praias e chega-se ao paraíso na Terra. Mas apenas três quilômetros de praias são abertos aos turistas. Mesmo assim, vale a pena conhecer. O parque faz parte do patrimônio da humanidade, estabelecido pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Atrações turísticas à parte, uma verdadeira instituição do Estado é a moqueca capixaba. Mesmo quem torce o nariz para peixes e frutos do mar precisa experimentá-la: é uma aventura gastronômica que só pode ser provada integralmente à beira-mar, numa praia do Espírito Santo.

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