As histórias sobre Cosme e Damião

Considerados médicos, Cosme e Damião teriam sido martirizados por exercer a medicina sem exigir pagamento.

Os santos católicos Cosme e Damião eram gêmeos. Teriam nascido na Síria ou na Arábia, no século II. A tradição afirma que um era médico e o outro, farmacêutico, e realizaram curas entre a Síria e a Grécia. Filhos de família cristã abastada, teriam recebido excelente educação e, como católicos, acreditavam na fraternidade. Por isto, atendiam pessoas carentes sem nada cobrar. Muitas histórias foram criadas sobre Cosme e Damião ao longo da história.

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Seus nomes verdadeiros seriam Acta e Pássio (os nomes por que ficaram conhecidos seriam latinizações). Depois de completarem os estudos, passaram de cidade em cidade, até chegar à Grécia. Afirmavam que curavam em nome do Cristo e do seu poder. Por isto, alguns historiadores acreditam que eles não tinham formação em saúde, apenas fariam milagres.

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Na Grécia (então colônia romana), os irmãos foram considerados “anárgiros”, inimigos do dinheiro, por não exigirem pagamento pelos seus serviços. Foram perseguidos pelo imperador Diocleciano, acusados de serem feiticeiros e inimigos dos deuses. A tradição informa que, na primeira tentativa de execução, foram afogados, mas anjos os salvaram. Na segunda, passaram pelo suplício do fogo, mas nada lhes aconteceu. Apedrejados, as pedras voltavam a seus executores. Por fim, morreram degolados. Outra versão afirma que foram lançados de um despenhadeiro.

Os santos são homenageados no dia 27 de setembro. Em várias cidades brasileiras, a data é uma das principais demonstrações do sincretismo religioso brasileiro.

Enquanto as igrejas celebram missas em honra aos santos, os terreiros de candomblé fazem a oferta do caruru dos Ibeji, os filhos gêmeos dos orixás Xangô e Iansã.

Em Salvador (BA), metrópole brasileira com forte presença das religiões africanas, as homenagens se confundem: fiéis saem da igreja e recebem pratos de caruru dos adeptos da Umbanda e do Candomblé. Não são considerados deuses na tradição africana, mas supervisores das ordens dos orixás.

Nas crenças iorubás, os dois príncipes (filhos do rei Xangô) resolviam os mais difíceis problemas. Em troca, pediam doces e brinquedos. Certa vez, brincando num riacho, um deles se afogou. O gêmeo sobrevivente pediu a Orunmilá (deus da profecia) que o levasse também. Orunmilá compadeceu-se do jovem (ou criança) e reuniu os irmãos no céu, deixando duas imagens de barro.

Por isto, quem tem um problema sério, de resolução difícil, deposita doces aos pés da imagem de Cosme e Damião. São oferendas para garantir que os pedidos sejam atendidos. Muitas pessoas distribuem doces na data comemorativa, esperando o favor dos santos ou ibejis.

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