As cachoeiras mais altas do mundo

Quedas d’água se formam durante milênios ou quase imediatamente. Conheça as cachoeiras mais altas do mundo.

Seja escavando a terra e a rocha lentamente, seja aproveitando acidentes naturais, como deslizamentos ou abalos sísmicos, as cachoeiras formam um espetáculo imponente, que despertam sentimentos e emoções em todos os que as observam. Algumas derramam suas águas apenas por alguns metros, antes de formar uma lagoa e seguir seu curso. Outras, no entanto, impressionam pela altura. Conheça as maiores cachoeiras do mundo.

Os dados são do World Waterfalls Database, site que reúne informações oficiais sobre as cachoeiras. Antes disto, porém, é preciso saber que existem várias formas de quedas d’água: as cataratas são cortinas de água que se projetam num caudal por longas extensões. São tão fortes que escavam o leito rochoso, formando piscinas. Os saltos formam uma espécie de esguicho, que cai de grande altura em sentido vertical. Quando formam um fio muito fino e uniforme, os saltos são chamados de fitas. Já as cascatas são uma espécie de corredeira, cujas águas descem em declives irregulares, mais ou menos íngremes.

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Salto do Anjo

O Salto Angel, na Venezuela.

A cachoeira mais alta do mundo é o Salto Angel, com 979 metros de altura, mais de 800 deles em queda ininterrupta. Fica no sudeste da Venezuela, próximo à fronteira Brasil-Guiana. O salto faz parte do Parque Nacional de Canaima, declarado Patrimônio Natural da Humanidade em 1994. O parque tem mais de 30 mil quilômetros quadrados, área maior que toda a Bélgica, e é a sexta reserva do mundo.

Tugela

As cataratas do Tugela.

As cataratas do rio Tugela, uma série de cinco cascatas no Real Parque Nacional de Natal (província de Kwazulu, África do Sul), ocupam o segundo lugar. São 948 metros de quedas, intercalados por trechos mais planos. Na estrada principal que conduz ao parque a partir de Harrismith, elas são facilmente visíveis após uma chuva forte a quilômetros de distância. Um acompanhamento rústico e duas trilhas permitem acompanhar o fluxo das águas até a base.

Três irmãs

Las Tres Hermanas, no Peru.

No Peru, o rio Cutevirini, na região do Ayacucho, desliza suas águas relativamente tranquilas até se precipitar em três quedas d’água: Las Tres Hermanas. Na verdade, o rio se precipita em dois cursos verticais, que formam uma piscina, de onde sai a “caçula”, numa queda total de 914 metros. As cataratas estão em um território extremamente isolado, cercado por árvores de 30 metros de altura. As Tres Hermanas só foram descobertas quando uma excursão de fotógrafos americanos, procurando outra cachoeira alta (a Parijaro, de “apenas” 270 metros de altura) encontraram as quedas.

No Havaí

Olo’upena, no Havaí, um fio d’água de 900 metros de altura.

Olo’upena (no idioma wasai, “cachoeira”), não impressiona pelo volume, mas pela altura. Trata-se de uma queda vertical do tipo fita de 900 metros. Fica na ilha de Molokai, relativamente isolada e preservada em relação ao restante do arquipélago havaiano. É uma queda fina, quase imperceptível, mas sempre alimentada pelo forte regime de chuvas do Pacífico sul.

Polêmica peruana

Yumbilla, no Peru.

O Instituto Geográfico do Peru insiste em que a altura da cachoeira de Yumbilla é de 896 metros, mas o World Waterfall Database diz que ela é um pouco mais baixa: 870 metros. Mas, seja qual for a altura exata, ela continua sendo mais alta do que a sexta queda d’água mais alta do mundo: Vinnufossen, na Noruega. Yumbilla é uma cascata em camada, com quatro grandes quedas, descoberta recentemente, mas já faz parte dos roteiros turísticos oficiais do país vizinho.

No Brasil

As cataratas do Iguaçu.

As cachoeiras brasileiras são abundantes, mas bem mais baixas. Entre elas, destacam-se as cachoeiras do Araçá (AM) e da Fumaça (BA), que constam do “top 10” mundial, com mais de 300 metros de queda. Mas o recorde de visitas, que atrai turistas do mundo todo, é reservado para as cataratas do Iguaçu, um conjunto de 275 quedas d’água situado entre o Paraná e a província argentina de Misiones.

Os dois parques nacionais, criados nos anos 1930, são Patrimônio Natural da Humanidade. Juntos, somam 250 mil hectares de floresta subtropical. Desde 2011, a Reserva do Iguaçu é uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza, lista organizada pela Fundação New Seven Wonders.

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