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Animais monstruosos que já desapareceram

Eles foram chamados de “lagartos terríveis”. Mas, além dos dinos, outros animais monstruosos já desapareceram.

A Terra tem 4,6 bilhões de anos. A datação é feita de acordo com a datação dos meteoritos que atingiram a superfície. A vida na superfície desta “velha senhora” um bilhão de anos depois, mas nossos ancestrais mais antigos em nada se pareciam com os animais monstruosos que apareceriam muito tempo depois. Os primeiros habitantes eram seres unicelulares (as cianobactérias).

Os microrganismos começaram a evoluir sem parar, mas lentamente: desenvolveram núcleos e algumas organelas, bastante semelhantes à estrutura celular observada hoje. A vida na Terra surgiu como uma fila interminável: vermes, trilobitas, conodontes (os ancestrais dos peixes) e anfíbios (que nascem na água e passam a vida adulta em terra firme). Isto começou a ocorrer há apenas 542 milhões de anos.

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Finalmente , entraram em cena os répteis, animais monstruosos que se espalharam por todo o planeta – e dominaram a Era Mesozoica (dividida nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo), entre 251 milhões e 65 milhões de anos atrás. A Terra foi ocupada por animais monstruosos, como dinossauros, plessiossauros e pterossauros.

O domínio dos sáurios

No Período Jurássico, os maiores dinos ocuparam o topo da cadeia alimentar, ocupando a posição de espécies dominantes – apesar de muitas delas não serem muito grandes: o velociraptor, por exemplo, media dois metros, incluída a cauda, mas o quadril destes animais se elevava a apenas meio metro de altura do solo.

Um destes dinos foi considerado o “rei do pedaço”: o Tiranossauro rex. Este monstro, que tinha hábitos solitários, foi provavelmente um caçador muito eficiente. No entanto, ele não foi o maior réptil carnívoro do Cretáceo: o título cabe ao espinossauro, que habitou o norte da África há 95 milhões.

O tiranossauro rex apelidado como Stan, exposto no Museu de Manchester (Inglaterra).

O tiranossauro rex apelidado como Stan, exposto no Museu de Manchester (Inglaterra).

Estes animais monstruosos conseguiam andar rapidamente e também nadar com facilidade. O nome significa “lagarto espinho”, por causa das placas córneas que acompanhavam a linha da coluna vertebral, que atingiam dois metros. Os espinossauros adultos atingiam 18 metros de comprimento.

Entre os herbívoros, o titanossauro viveu na mesma época do espinossauro, mas há quilômetros de distância: na Patagônia, sul do continente americano. Ele pesaria quase 80 toneladas (o equivalente a 15 elefantes africanos). As medidas: 40 metros de comprimento e 20 metros de altura.

 Esqueleto reconstruído de um espinossauro jovem.

Esqueleto reconstruído de um espinossauro jovem.

Enquanto estes animais monstruosos – que felizmente já desapareceram – caçavam e eram caçados na superfície da Terra, pterossauros – os ancestrais das aves – dominavam os ares e os plessiossauros disputavam com os primeiros tubarões o título de maiores predadores dos oceanos.

Os reis dos mares

Os plessiossauros são uma ordem de répteis marinhos gigantes que atrapalhavam bastante a vida dos peixes, anfíbios e outros répteis menores. Eles surgiram no Jurássico inferior (200 milhões de anos atrás) e só desapareceram na extinção K-Pg do Cretáceo, deixando apenas restos de ossos fósseis para estudo da Paleontologia.

 O “Meyersaurus victor”, uma espécie de plessiosauro com 3,5 metros de comprimento; o crânio media menos de 40 centímetros.

O “Meyersaurus victor”, uma espécie de plessiosauro com 3,5 metros de comprimento; o crânio media menos de 40 centímetros.

Apesar das semelhanças aparentes, plessiossauros e dinossauros não estavam relacionados, tendo evoluído a partir de ancestrais distintos. Os répteis marinhos monstruosos eram animais de dois tipos básicos: pescoço longo e cabeça pequena e pescoço curto e cabeça alongada. Todos os animais apresentavam tronco rígido e pesado e membros que funcionavam como nadadeiras.

Muito tempo depois, foi a vez de um peixe tornar-se o vilão dos mares: o “Carcharodon megalodon”, conhecido como megalodonte ou tubarão-branco gigante. Ele é um provável ancestral da estrela do filme “Jaws” (Tubarão, no Brasil), dirigido por Steven Spielberg.

 Reconstituição da mandíbula de um megalodonte, exposta no Museu de História Natural de Nova York

Reconstituição da mandíbula de um megalodonte, exposta no Museu de História Natural de Nova York

A comparação das mandíbulas revela semelhanças notáveis, com exceção do tamanho: um dente do megalodonte atingia até 17 centímetros (o “nome de batismo” da espécie significa “dente enorme”). O peixão atingia até 20 metros de comprimento e chegava a pesar até 50 metros. Megalodontes adultos se alimentavam de mastodontes e de antecessores das atuais baleias.

Outros animais monstruosos

Os saurópodes da ordem “Camarasaurus” viveram na região do atual deserto do Saara (norte da África), então uma floresta tropical. Eles viveram há cem milhões de anos e alguns indivíduos 20 metros de comprimento. Eram quadrúpedes e, provavelmente, herbívoros.

Os peixes evoluíram na contramão: há cerca de dez milhões de anos, com os grandes répteis já extintos, a “Megapiranha paranaensis” (exatamente, um tipo de piranha), com um metro de comprimento, era a chefe dos rios sul-americanos.

Os répteis continuaram adaptando-se: alguns deles não apresentaram alterações significativas nas últimas dezenas de milhões de anos, como o crocodilo e as grandes serpentes (pítons, jiboias e sucuris). Um ofídio extinto, que superou a Grande Extinção, faria inveja ao animal apresentado na série “Anaconda”.

É a “Titanoboa cerrejonensis”, extinta cinco milhões de anos depois do impacto do asteroide com a Terra, que media 13 metros de comprimento, pesava 1.100 quilos e apresentava um diâmetro de 1,1 metro e viveu na América do Sul. É a “mãe de todas as cobras boas”, como as nossas sucuris.

Existe uma teoria sobre os pterossauros e algumas espécies de dinossauros (como o “Aerosteon riocoloradensis”, cujos fósseis mostram pulmões e sacos aéreos), segundo a qual eles não foram extintos: apenas se adaptaram às novas condições do meio ambiente, mais seco e pobre em vegetação – a fonte primária da alimentação – e deram origem a milhares de novas espécies: as aves da atualidade.

As primeiras aves, aliás, eram monstruosas: a “Titanis walleri”, por exemplo, atingia dois metros de comprimento e exibia uma cabeça monstruosa, cujo bico indica ter sido uma ave de rapina. Ela não conseguia voar, mas migrou da América do Sul para a América do Norte, revelando grande poder de adaptação.

A hora e a vez dos mamíferos

A extinção K-Pg (sigla para Cretáceo-Paleógeno) ocorreu há 65 milhões de anos e vitimou a maior parte dos seres vivos, inclusive os dinossauros, provavelmente em função da queda de um grande asteroide no mar do Caribe. Era o fim da era dos animais monstruosos.

Sem a presença incômoda dos dinossauros carnívoros, alguns mamíferos, sucessores dos sinapsídeos (o elo entre os répteis e os primeiros marsupiais, hoje representados pelos cangurus e gambás) começaram a se desenvolver.

As baleias primitivas eram animais bastante agressivos. Ao contrário da baleia-azul (que pesa mais de 120 toneladas), da fin (80 toneladas) e da baleia-da-groenlândia (60 toneladas), alguns dos “gigantes gentis” que cruzam os mares hoje em dia, os animais do gênero “Acrophyseter” possuíam dentes monstruosos e olhos imensos, revelando a vocação para a caça.

Crânio de um animal do gênero “Acrophyseter”.

Crânio de um animal do gênero “Acrophyseter”.

O mamute sucedeu o mastodonte e era bem maior do que o seu avô, além de apresentar presas curvadas, mais eficientes para a defesa dos bandos. Os ancestrais dos elefantes, que foram caçados por grupos de “Homo sapiens”, não resistiram à última glaciação, desaparecendo há cerca de dez mil anos.

Enquanto isto, os primatas, descendentes de roedores minúsculos que desenvolveram hábitos noturnos justamente para escapar dos animais monstruosos da Era Mesozoica (boa parte deles, de sangue frio), começaram a sua lenta escalada, até que o homem se tornou “o rei da criação”.

Será que isto é verdade? O mais provável é que esta certeza filosófica só ocorra porque somos nós mesmos quem a formulamos. A vida continua – e quem manda é a natureza.

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