Alimentos contra o câncer

Na dieta contra o câncer, não há alimentos proibidos. O segredo é comer um pouco de tudo.

A ingestão de alimentos de qualidade variados, nas quantidades certas, é um das principais estratégias de longo prazo na prevenção contra o câncer, uma mutação (alteração patológica) celular. O DNA contido em cada célula do corpo traz informações sobre como ela deve crescer e se dividir. A mutação pode instruir uma célula saudável a crescer rapidamente, deixar de interromper o crescimento ou cometer erros ao reparar a sequência do DNA.

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Câncer é o nome de mais de cem doenças que têm em comum o crescimento desordenado das células, que invadem tecidos e órgãos e, em alguns casos, podem migrar para outros locais do corpo (são as metástases). As mutações genéticas podem ser congênitas – o bebê nasce “programado” para desenvolver uma neoplasia. Desta forma, seria possível imaginar que câncer é uma coisa do destino. Estudos indicam, porém, que esta condição está associada a um pequeno percentual de casos.

O que causa câncer?

As mudanças genéticas podem ocorrer também depois do nascimento. Aliás, elas são a maioria das alterações que sofremos ao longo da vida. Podem também se aliar às condições que herdamos de nossos pais, aumentando a probabilidade de desenvolvimento de um câncer.

Já se sabe que certo número de hábitos contribui para as mudanças do DNA celular. Entre eles, destacam-se o tabagismo, radiação, abuso de álcool, radiação, exposição a alguns vírus, produtos de higiene e limpeza formulados com substâncias carcinogênicas, alterações hormonais, inflamações crônicas e falta de exercícios físicos.

Desenvolver um ou mais destes hábitos não significa necessariamente que a pessoa esteja cultivando um câncer para o futuro. Mas a associação de vários fatores, além de predisposição genética, está na raiz da imensa maioria dos casos, de acordo com a ainda iniciante pesquisa genética.

Os vilões

Quando se trata de nutrição, não existem vilões nem mocinhos. Nosso cardápio foi composto através de milênios de evolução. O problema é quando abusamos de determinado grupo alimentar: em alguns casos, desprezamos a ingestão de diversos nutrientes importantes.

Outro fator que determina algumas mudanças nutricionais é o aumento da expectativa de vida. No Brasil, estatísticas indicam que estamos vivendo até dez anos mais do que as pessoas que tinham a nossa idade 50 anos atrás.

Viver mais é equivalente a envelhecer, o que, em outras palavras, significa viver com um corpo mais gasto, lento e frágil, suscetíveis a mais doenças que, tempos atrás, chamávamos de “coisas de velho”. Agora que nos aproximamos desta faixa etária, passamos a classificar como necessidades da terceira idade, da melhor idade, etc.

Desta forma, à medida que se aproxima a meia idade, novos problemas de saúde podem surgir. Mas algumas medidas saudáveis podem eliminar – ou reduzir sensivelmente – as oportunidades. Um exemplo a ser seguido por todos, desde a infância, é a redução do consumo de sal.

Associado a problemas cardiovasculares, o sódio em excesso também favores o câncer. Brasileiros consomem cinco gramas, mas a OMS recomenda muito menos que isto: apenas dois gramas diários.

A carne vermelha (de vaca), por exemplo, está associada a alguns tipos de câncer. É preciso evitar as carnes muito gordurosas, mas cortes magros, como o músculo e o filé mignon, representam um risco muito menor.

O ideal é variar a carne vermelha com outras fontes de proteína, como peixes, coxa e sobrecoxa ou filé de frango sem pele, etc. A variedade, aliás, é a chave: iniciar o almoço e o jantar com um pires de salada bem colorida oferece diversos nutrientes em uma refeição e ainda confere sensação de saciedade, “adiando” a fome da próxima refeição por mais tempo.

O sobrepeso e a obesidade podem figurar como vilões. O peso ideal, no entanto, pode indicar uma dieta pobre em gorduras (fundamentais para o bom funcionamento do organismo), açúcares (fontes de energia), o que também é porta aberta para diversas disfunções.

Mesmo assim, o peso deve ser controlado. A sobrecarga do sistema gastrointestinal pode culminar em um câncer de esôfago, estômago ou intestino. Mesmo que isto não aconteça, peso em excesso é sinônimo de muitos problemas nos ossos, articulações e músculos.

O que comer?

Um estudo do British Journal of Cancer, de 2011, indicou que 45% dos casos em homens e 40% dos casos em mulheres poderiam ser prevenidos com a adoção de hábitos saudáveis. Entre eles, destaca-se a alimentação balanceada, que reduz não apenas o desenvolvimento de neoplasias, mas também de outras doenças. Em paralelo, melhora bastante a qualidade de vida. A menos que haja restrição médica, basta combinar vários alimentos a cada refeição. Se necessário, um nutricionista pode ajudar a auxiliar um cardápio balanceado, sem necessidade de fome ou de privações.

Alimentos ricos em fibras vegetais protegem o intestino, por facilitar o trânsito dos alimentos, ampliar a capacidade de absorção de líquidos e aumentar o volume do bolo fecal. Diversas frutas vegetais, por sua ação antioxidante (como os cítricos, milho e óleos vegetais de canola, algodão, etc.), protegem contra câncer de pulmão, mama, ovário, útero, cólon, próstata, boca, estômago, bexiga e pâncreas.

O brócolis deve aparecer com mais frequência em nossas refeições. Ele é rico em diversos compostos químicos, como o sulforafano, que tem a capacidade de destruir as células cancerosas, deixando íntegras as estruturas adjacentes. Há estudos sobre os benefícios do consumo entre pacientes de câncer de próstata e de mama.

O alho e a cebola também são ricos em elementos que combatem substâncias carcinogênicas. Estes bulbos comprovadamente previnem contra a incidência de cânceres no pâncreas e no intestino. Também são úteis para combater os efeitos colaterais da quimioterapia.

Chá verde

O melhor para os fumantes é deixar de fumar, atitude que beneficia não apenas a saúde (o risco de contrair câncer de pulmão é 14 vezes maior entre homens fumantes e 17 vezes maior entre as mulheres); o abandono do vício também o meio ambiente e o próprio bolso. Em poucos dias, o ex-fumante volta a sentir sabores de que já havia se esquecido e, logo nas primeiras semanas, o fôlego é surpreendentemente recuperado.

O tabagismo, no entanto, provoca efeitos cumulativos nos órgãos. Os riscos são atenuados, mas só desaparecem depois de alguns anos, de acordo com as características do indivíduo. Estudos indicam que o chá verde contribui para reduzir os danos: uma xícara diária, de acordo com a Universidade Médica Chung Shan, de Taiwan, reduz em 13 vezes o risco de câncer no pulmão. A bebida também diminui as probabilidades do câncer de próstata.

Para terminar

Alimentos congelados e industrializados devem ser reservados para ocasiões especiais. Ninguém precisa passar longe das batatas fritas ou de uma lasanha que vai direto do freezer ao forno. O consumo, porém, deve ser restrito. O preparo dos alimentos demanda tempo, mas garante longevidade com qualidade de vida. Melhor perder alguns minutos a mais na cozinha, não?

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