Alergias a medicamentos

O Brasil é um dos campeões mundiais de automedicação, fato que provoca muitas alergias a medicamentos.

A automedicação, no entanto, não é a única causa das alergias a medicamentos, que podem ocorrer na exposição a uma nova droga. O sistema imunológico identifica o princípio ativo como um invasor do organismo e reage contra ele. Os principais sintomas são erupção cutânea local ou generalizada e inchaço. Quando de constata queda súbita ou gradual da pressão arterial, é preciso procurar ajuda médica imediata, porque existe a possibilidade de choques, que podem provocar a morte.

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As alergias podem surgir logo nas primeiras doses ou apenas depois de alguns dias. É preciso que as células reconheçam a droga, antes que partam para o ataque, formando os anticorpos que determinam a reação alérgica. A maioria das pessoas apresenta alergia a ao menos um medicamento. É preciso cuidado para avaliar os sintomas, sempre que for prescrita qualquer medicação oral, injetável ou tópica (pomadas, cremes e géis). A medicina ainda não conhece os motivos por que surgem as reações.

A maioria das alergias é considerada apenas como efeito secundário do medicamento. O especialista deve avaliar se os efeitos benéficos à saúde compensam determinados problemas, como diarreia, náuseas, fotossensibilidade (sensibilidade excessiva à luz), dores de estômago, etc.

No entanto, a alergia a medicamentos não pode ser considerada um efeito colateral. Ela é sempre uma resposta imunológica. Os efeitos colaterais podem ser neutralizados com a redução das doses ou o aumento do espaçamento entre uma dose e outra. As alergias são caracterizadas quando o sistema de defesa do organismo é acionado.

Os antibióticos

Alergias a antibióticos são frequentes. As substâncias químicas entram em combate com microrganismos causadores de infecções e inflamações, que também são enfrentados pelo sistema imunológico, que passa a atacar também o princípio ativo, temporariamente revestido das características das bactérias, fungos e vírus que está destruindo.

É raro que estas alergias surjam no início do tratamento. Os sintomas aparecem cerca de dez dias após a ingestão do medicamento, mesmo que ele já tenha sido suspenso, mas ainda esteja ativo, não expelido pelo organismo. Antibióticos de largo espectro, que combatem diversas espécies de microrganismos, percorrem toda a corrente sanguínea; sua filtragem completa demanda alguns dias.

No entanto, antibióticos específicos podem determinar a rápida evolução da alergia: em apenas algumas horas após a segunda dose, surgem as irritações de pele, que podem ser severas, congestão nasal, inchaço no rosto e vertigens. Em casos extremos, ocorrem arritmias cardíacas e hipotensão arterial.

A anafilaxia

Trata-se de uma emergência médica. A substância química responsável pela alergia, chamada alergênico, provoca as alterações nos batimentos cardíacos e na tensão arterial. O quadro clínico pode evoluir rapidamente, colocando o paciente em risco de morte.

Na anafilaxia (ou choque anafilático), além destes sintomas, o paciente apresenta angioedema (inchaço no rosto e pescoço) urticária, desmaios e pode entrar em coma. Mesmo comprimidos de uso corriqueiro entre os brasileiros, como ácido acetilsalicílico, diclofenaco e ibuprofeno, muito utilizados como analgésicos, antitérmicos e relaxantes musculares, podem causar o problema.

Alguns alimentos, como nozes e frutos do mar, também podem ser os causadores do choque. Intolerância ao látex, picadas de insetos (abelhas, vespas e formigas) e transfusão de sangue com um tipo incompatível respondem por alguns casos.

O tratamento consiste inicialmente em entubação e injeção de epinefrina (adrenalina). Em caso de angioedema profuso, que impede que o paciente seja entubado, a traqueostomia é indicada para garantir a respiração. No hospital, geralmente são administradas drogas anti-histamínicas, broncodilatadoras e vasoconstritoras.

Alergias raras

A doença do soro, descrita há pouco mais de cem anos, ocorre vários dias (até duas semanas) após o início da ministração do medicamento, utilizado pela primeira vez pelo paciente. A reação provoca urticária, febre, mal-estar e dores nas articulações. Afeta também o funcionamento dos rins.

A anemia hemolítica ocorre quando, em função de uma reação alérgica, os anticorpos começam a atacar os glóbulos vermelhos do sangue, especialmente os eritrócitos. Os sintomas são fraqueza, sono, sensação de desmaio, palidez, falta de apetite, indisposição, dor de cabeça, rachadura nas unhas, pele seca, queda de cabelos, falta de ar, palidez nas mucosas dos olhos e boca, falhas na memória e dificuldades na concentração.

Cuidados necessários

Pacientes que sofrem de algumas doenças alérgicas, como rinite, sinusite e bronquite asmática, ou intolerância a alimentos, pólen, sabonetes, desodorantes e cosméticos certamente é mais suscetível a sofrer reações a medicamentos. É preciso informar estes dados ao médico, para ajudar na decisão sobre a escolha das drogas.

Quem tem histórico de alergias a medicamentos deve sempre informar os profissionais de saúde. Uma atitude básica é manter uma relação das substâncias que provocam reações na carteira, para o caso de urgências e emergências.

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