A vacina contra a gripe vale a pena?

Ela evita muitas mortes e, por isto, vale a pena. A vacina contra a gripe é mundialmente reconhecida.

A imunização dos profissionais de saúde e de pessoas dos grupos de risco (pessoas acima dos 60 anos, crianças e adultos portadores de doenças pulmonares metabólicas e crônicas [como o diabetes e problemas renais], doenças cardiovasculares, com baixa imunidade orgânica, crianças entre seis e 18 meses, mulheres a partir do segundo mês de gestação, indígenas e moradores, voluntários e trabalhadores de asilos, creches e casas de repouso) contra a gripe é comprovadamente eficaz.

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Bebês de até seis meses não precisam ser vacinados contra a gripe, desde que estejam sendo amamentados pela mãe (devidamente protegida). O leite materno fornece os anticorpos necessários para a criança.

Estudos indicam que entre 70% e 90% dos indivíduos vacinados não desenvolvem a doença (o percentual é mais baixo entre as pessoas idosas e com problemas imunológicos). Pessoas fora destas condições podem tomar a vacina contra a gripe em consultórios particulares, já que a gratuidade só prevê a gratuidade para os grupos acima relacionados.

O efeito preventivo da vacina contra a gripe é observado a partir de duas semanas depois da sua administração, quando os anticorpos que atacam o Influenza atingem o número adequado (a proteção máxima é atingida depois de 45 dias). As reações adversas são bastante leves. O indivíduo vacinado pode sentir dor no local da injeção, febre baixa e ligeiro mal-estar, sinais que desaparecem em um ou dois dias. A validade é de um ano (e por isto ocorrem campanhas anuais, imunizando mais de 30 milhões de brasileiros).

Além disto, a vacina contra a gripe, por reduzir o número de doentes, também previne contra epidemias e surtos da doença, reduzindo tanto a infecção primária quanto as suas complicações, como a pneumonia, e as consequentes internações e mortes.

A vacina contra a gripe é preparada a partir de uma seleção de quatro subtipos de vírus inativados, que provocam surtos pelo mundo e podem representar riscos para a estação fria seguinte. Como as mutações nestes microrganismos são bastante comuns, a produção da vacina é feita imediatamente antes das “estações de gripe” (no Brasil, os meses de maio a agosto).

Desta forma, a vacina ideal é produzida no próprio país, com os vírus Influenza mais comuns em cada região. No Brasil, 90% das vacinas são de fabricação nacional, produzidas em diversos laboratórios em parceria com o Instituto Butantan, da USP. A imunização gratuita é feita em 65 mil postos de saúde do Brasil.

Resolvendo dúvidas sobre a gripe

Muitas pessoas afirmam ter tomado a vacina contra a gripe e, logo em seguida, ter contraído a doença. Isto pode acontecer porque surgiu um novo subtipo do vírus, porque a doença já estava presente no organismo antes da imunização e, mais frequentemente, porque a pessoa contraiu um resfriado.

Portanto, não se trata de uma gripe (que é bem menos frequente do que outras enfermidades do sistema respiratório). Os sintomas podem ser semelhantes, mas a causa é diferente. O resfriado não é prevenido por esta vacina, da mesma maneira que outras infecções respiratórias, como laringite e faringite, por exemplo.

A gripe provoca febre, coriza, tosse e dores na cabeça e no corpo que quase sempre deixam o paciente acamado. Nos resfriados, cujos principais responsáveis são os rinovírus, com mais de 90 subtipos já classificados, os sinais são semelhantes, mas consideravelmente mais leves.

Tanto a gripe, como o resfriado, são transmitidos pelo ar, através de gotículas de secreção expelidas pelos espirros. Mesmo durante uma conversa próxima é possível se infectar e ambientes cheios e fechados são ambientes ideais para a troca de vírus.

Os medicamentos para gripe

Apesar da propaganda, os antigripais não conseguem curar a gripe. Alguns medicamentos podem amenizar os sintomas (como baixar a febre ou reduzir o corrimento nasal); porém, uma vez instalada a doença, ela cumprirá um ciclo de sete dias, em média.

Da mesma forma, comprimidos efervescentes com vitamina C (ou ácido ascórbico) são desnecessários para quem tem uma dieta equilibrada. Um copo diário de 200 ml de suco de laranja ou limão (em uma refeição sem alimentos gordurosos) fornece naturalmente 60 mg deste nutriente para o organismo.

A vitamina C é muito importante para fortalecer o sistema imunológico, mas altas doses podem ser prejudiciais, provocando cálculos renais, por exemplo. Os suplementos vitamínicos são recomendados para quem não consegue se alimentar adequadamente, mas o ideal é valorizar as refeições, que, balanceadas, garantem todos os nutrientes.

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