A síndrome das pernas inquietas

Agitação motora involuntária e alterações da sensibilidade são as principais características da síndrome das pernas inquietas.

Também chamada de síndrome de Ekbom, a síndrome das pernas inquietas é um distúrbio neurológico crônico do sono, que se caracteriza principalmente pelos movimentos involuntários dos membros inferiores, mas em casos mais graves pode afetar também os braços. Estes sintomas geralmente são mais intensos durante a noite, prejudicando o sono e a qualidade de vida, já que seus portadores passam o dia cansados e sonolentos.

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Nos EUA, a síndrome afeta 5% da população total e 10% dos idosos. Não há estudos definitivos sobre a incidência deste mal no Brasil.

Além da necessidade incontrolável de mover as pernas, a síndrome também provoca fisgadas, coceiras, queimação, formigamento, dor, pontadas e arrepios, de intensidade variável. O excesso de café, comum entre os doentes para tentar se manter em vigília, de chás ricos em cafeína, álcool e o tabagismo pioram os sintomas. No caso da cafeína, ela mascara os sintomas, que surgem mais tarde com mais força.

Os sinais paralelos tornam-se mais fortes quando a pessoa se deita e, em casos muito graves, podem tornar-se insuportáveis, impedindo o relaxamento. O portador da síndrome sente a necessidade de movimentar as pernas para reduzir o desconforto e passam horas insones, até que o esgotamento físico provoca o sono, sempre intermitente.

O dia a dia de quem tem esta doença não é fácil, com muitas dificuldades para desenvolver suas atividades, mesmo as mais simples, em função do cansaço e do desconforto, fatores que levam facilmente à irritação, prejudicando as relações familiares de sociais, o que pode levar à instalação de um quadro depressivo.

Apesar de poder se manifestar em qualquer época da vida, a doença raramente afeta crianças e adolescentes, mas isto pode ocorrer quando há queda na reserva de ferro no organismo. É mais prevalente em adultos, relativamente comum entre mulheres grávidas (especialmente no terço final da gestação) e tende a se tornar mais grave com o avanço da idade. Idosos também podem desenvolver a síndrome. Em alguns casos, ela se estabiliza e, noutros, chega a cessar completamente.

Causas e tratamentos

As causas da síndrome das pernas inquietas ainda não estão bem ficadas. Além de fatores genéticos, a deficiência de dopamina e de ferro em áreas motoras do cérebro está relacionada aos movimentos descontrolados da síndrome, que também são repetitivos.

Existem dois tipos da síndrome: a primária ou idiopática não apresenta causas identificáveis na investigação médica, sinal de que um componente genético determina os movimentos. Uma vez instalada, quase sempre é uma condição para toda a vida, controlada com medicamentos.

A síndrome secundária pode ser determinada por diversas doenças, como insuficiência renal, mal de Parkinson, danos nos nervos dos pés e mãos e artrite reumatoide. Diversos medicamentos podem disparar a síndrome secundária, que, em geral, é eliminada com a cura da doença determinante.

O diagnóstico é obtido durante a entrevista com o portador, na descrição dos sintomas, seguida de exame clínico, em que o paciente é mantido imóvel, com as pernas esticadas, a posição desencadeia as sensações dolorosas e, com elas, os movimentos involuntários. Exames laboratoriais para medir as dosagens de ferritina e transferrina, substâncias que transportam o ferro no sangue periférico, complementam e confirmam o diagnóstico.

No consultório, o médico precisa descartar a possibilidade de que o paciente esteja submetido a tratamento com antidepressivos e neurolépticos, medicamentos que podem desencadear sintomas semelhantes aos da síndrome.

Em casos leves, normalmente é receitado o uso de calmantes benzodiazepínicos. Nos mais graves, são ministrados medicamentos que estimulam os receptores de dopamina sem aumentar o nível desta substância no sangue periférico. Constatada a deficiência de ferro, esta pode ser corrigida com vitamina B12. Durante o tratamento – ou pelo restante da vida, em alguns casos – os pacientes devem evitar o uso de antieméticos, que agravam os sintomas da síndrome.

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