Levonorgestrel: A pílula do dia seguinte: prós e contras

Para quem se esquece da prevenção, a pílula do dia seguinte é uma opção para evitar a gravidez.

O Levonorgestrel – princípio ativo da pílula do dia seguinte – é um medicamento que, como outro qualquer, tem prós e contras. Utilizado em excesso, pode resultar em prejuízos para a saúde da mulher. Os prós da pílula do dia seguinte são especialmente para mulheres que foram vítimas de violência sexual e para aquelas raras ocasiões em que o preservativo arrebenta. É um procedimento de emergência, não um método a ser adotado para evitar a gravidez.

Levonorgestrel: A pílula do dia seguinte: prós e contras

Tomada até 72 horas após a relação, ela impede o encontro das células sexuais masculina e feminina e, caso isto tenha acontecido, ela provoca a descamação do colo do útero, impedindo a implantação da célula-ovo no útero. Se isto já tiver ocorrido, o efeito da pílula do dia seguinte será nulo. O medicamento, que tem eficácia de 85% se tomado até 24 horas depois da transa, deve ser tomado sob prescrição médica.

A pílula do dia seguinte é relativamente barata. O preço varia entre 12 e 20 reais. A dose varia conforme o fabricante: há disponíveis no mercado os de dose única dose e os de duas, que devem ser ingeridas com um intervalo de 12 horas. Em algumas cidades do país, o medicamento é fornecido gratuitamente nos postos públicos de saúde.

Por ter uma dosagem de hormônios muito elevada, cerca de 20% a mais do que a pílula anticoncepcional, a pílula do dia seguinte tem fortes efeitos colaterais. O principal é a alteração do ciclo menstrual. Sem saber quando vai ovular e menstruar, a mulher fica exposta a uma possível gravidez, até que seja possível retomar o uso de um anticoncepcional hormonal. Nesse período, o uso de preservativos é fundamental.

Podem ocorrer também cefaleias, cólicas, hipersensibilidade nos seios, diarreia e vômito (caso ocorram, o medicamento deve ser tomado novamente). A pílula é contraindicada para mulheres fumantes, com obesidade mórbida, doenças vasculares e hipertensão.

Qualquer pessoa que pretenda ter relações sexuais deve prevenir-se: ter preservativos (existem o masculino e o feminino) sempre à mão e, para casais estáveis e monogâmicos, há a pílula convencional, o DIU, adesivos e até um chip subcutâneo. Por que estes métodos são indicados apenas para os monogâmicos? Porque, da mesma forma que a pílula do dia seguinte, eles não previnem contra AIDS e doenças sexualmente transmissíveis.

Muitas pessoas afirmam que a pílula do dia seguinte é abortiva, mas isto não é verdade. O simples fato de ser LEGAL num país em que o aborto é ILEGAL desmente este mito.


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