A história dos cosméticos

Atualmente utilizados para realçar a beleza feminina, os cosméticos têm uma longa história: há registros milenares de seu uso.

Você conhece a história dos cosméticos? Tumbas pré-históricas encontradas por arqueólogos em várias partes do mundo revelaram um hábito estranho, mas comum a várias culturas: a pintura do rosto dos mortos com pós coloridos. Talvez seja o fato mais antigo na história dos cosméticos. Ainda não se sabe quais seriam os motivos para este ritual.

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Fósseis humanos datados de mais de 30 mil anos mostram que nossos ancestrais já usavam cosméticos. As tatuagens também eram bastantes comuns.

Em sarcófagos e monumentos funerários egípcios, é comum encontrar, ao lado de pratos, talheres e outros utensílios, potes de cosméticos. Os egípcios acreditavam na vida após a morte e enterravam seus itens queridos com itens que, eles imaginavam, o parente iria precisar no além. No dia a dia do antigo Egito, a maquiagem servia para indicar a classe social. Uma característica comum, entretanto, era o hábito de pintar os olhos, ato que eles acreditavam impedir que olhassem diretamente para o Sol, a principal divindade.

Escavações na Mesopotâmia demonstram que os guerreiros sumérios, a mais antiga civilização conhecida, raspavam a cabeça e pintavam-na com cores fortes. Caldeus, assírios e babilônios também usavam cosméticos. Na Índia antiga, homens e mulheres pintavam o rosto e o pescoço em cerimônias religiosas, casamentos e ritos de passagem.

Cleópatra, a última rainha do Egito, que viveu no século I a.C., não recebia nenhum visitante sem antes abusar dos cosméticos. Consta que a rainha tomava banhos de leite de cabra, pra rejuvenescer a pele.

Algumas tribos da Oceania e América ainda hoje fazem pinturas elaboradas no rosto e no corpo, para atividades rotineiras e também para pedir auxílio aos deuses, durante as guerras. Os escoceses medievais também se pintavam antes das batalhas.

Durante a Idade Média europeia, a Igreja Católica reprimiu o uso de enfeites e cosméticos, que saíram de cena para só retornarem na Idade Moderna: nos séculos XVII e XVIII, a venda de cosméticos, cremes, perucas e perfumes conheceu um espetacular crescimento na Espanha, Portugal, França e Espanha.

Desde então, a indústria cosmética não parou mais de crescer. Com o desenvolvimento da química, surgiram novos produtos e muitas marcas: no final do século XIX, Helena Rubinstein desenvolveu cremes de rejuvenescimento, prontamente imitados pelos concorrentes.

No Brasil, os incentivos governamentais trouxeram grandes marcas de cosméticos, a partir dos anos 1950.

Os anos 1980 foram marcados com a preocupação pela durabilidade dos cosméticos. Também surgiram produtos à prova d’água. Na década seguinte, surgiram batons e bases com protetor solar, cremes antirrugas com resultados em 24 horas, cosméticos que não apenas embelezam, mas tratam e renovam a pele, além de cuidar da saúde.

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