A história do Diabo

A figura do Diabo povoa o imaginário popular há ao menos 2.500 anos. Conheça um pouco da história e construção da personagem.

As primeiras religiões organizadas ignoravam a figura do Diabo, entidade eternamente devotada ao mal. Tragédias, derrotas e calamidades naturais eram causadas por deuses de outros povos e até pelo próprio deus nativo; nestes casos, sacerdotes explicavam que haviam sido punidos por não seguirem os preceitos divinos.

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É assim que hebreus (e posteriormente judeus) explicam o cativeiro no Egito, quando esqueceram o deus de Canaã (atual Palestina), as invasões assírias, que devastaram as tribos do norte, e babilônicas, que levaram cativos os habitantes de Judá e Benjamin, as tribos que haviam sobrevivido ao exército da Assíria, depois da destruição do Templo de Jerusalém.

No cativeiro na Babilônia, que havia sido tomada pelos persas no século VI a.C., os judeus entraram em contato com o mazdeísmo, criado por Zaratustra, ago que introduziu conceitos que influenciaram as crenças ocidentais: a luta entre o bem e o mal, a vinda de um messias no final dos tempos e a separação de bons e maus, para o paraíso e o inferno, respectivamente.

O bem era representado por Ahura Mazda, deus criador, em constante luta com Ahriman, seu irmão, pelo controle do mundo. Ahriman criou todo o mal existente na Terra, numa tentativa de destruir a obra do deus supremo.

Pouco depois, foi permitido o retorno dos judeus para a Palestina e eles levaram o dualismo entre o bem e o mal. A história do Diabo, por ser tardia, não consta dos textos religiosos judeus, mas a tradição afirma que tudo começou muito antes de a Terra ter sido criada.

A única citação bíblica está em Isaías, 14:12: “Como caíste, Lúcifer, tu, que ao início do dia parecias tão brilhante?”. Historiadores afirmam que a passagem se refere à queda da Babilônia.

Deus teria reunido os anjos e contado os planos de criação do homem. Disse que a criatura pecaria inapelavelmente, tornando-se apartada de Deus. A única forma de redenção seria o sacrifício oferecido por um ser não humano. Um grupo de anjos imaginou que o sacrifício seria de um deles, mas o Criador apresentou seu projeto: parte de sua essência tomaria forma humana e morreria para tirar os pecados da humanidade.

Lúcifer (que significa “o que leva a luz”) revoltou-se, junto com a terça parte dos anjos, e tentou escalar o céu, para tomar o lugar de Deus. Foram impedidos pelo arcanjo Miguel (São Miguel, para os católicos), e precipitados no inferno. A terra era considerada um disco achatado, coberto por uma espécie de redoma que a protegia das águas superiores, acima da qual ficavam Deus e o reino dos eleitos. Lúcifer foi lançado no local mais distante da presença do Criador.

De lá para cá, Lúcifer transformado em Diabo tenta levar a humanidade à perdição. Para isto, conta com a ação dos anjos revoltados, igualmente afastados de Deus, que se tornaram demônios. No Apocalipse, haverá a luta final entre o bem e o mal, o bem prevalecerá e o Diabo com seu séquito serão definitivamente encerrados no inferno, junto com as criaturas que eles mesmos conduziram à danação.

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01 Comentário

  • na boa esse texto que você acaba de escrever, é uma mistura de filosofia com religião, o problema é que religia e filosofia são coisas totalmente distintas, e grande parte das coisas que voce comentou nesse texto, nao tem na ver com o que realmente se fala na biblia, acho que você deverias procurar um pouco mais de informações bibilicas antes de poder sair fazendo post, qua nao tem nada haver com a verdade.

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