A Grande Muralha da China

Importante estrutura arquitetônica militar, a Grande Muralha da China levou 17 séculos para ser completada.

A Grande Muralha da China começou a ser construída em 221 a.C. para tentar impedir a invasão dos povos do norte (nômades) e, com abandonos, invasões de inimigos e retomadas, foi erguida completamente apenas no século XV, durante a dinastia Ming, que governou o império entre 1368 e 1644, logo depois da dinastia mongol dos Yuan. Os imperadores Ming são responsáveis também pela construção da “Cidade Proibida”, local reservado à nobreza situado em Pequim – ainda hoje, sede do governo chinês.

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A Muralha da China se estende do mar Amarelo (nordeste da China), deserto de Góbi (uma redundância: Góbi significa deserto em mongol) e a fronteira com a Mongólia, reino que se configurou como o grande adversário dos chineses durante séculos. Atualmente, são três mil quilômetros de extensão; a Grande Muralha se transformou em uma atração turística, já que a China não tem inimigos em sua fronteira.

A construção

Os chineses – entre muitos povos antigos – sempre ergueram muros para se defender dos inimigos (em alguns casos, eram apenas paliçadas – estacas de madeira em torno das casas de reis e chefes guerreiros; a prática de manteve até o fim da Idade Média europeia, quando o crescimento das cidades – burgos, ou locais dos burgueses – passou a impedir o alongamento das muralhas).

Em 221 a.C., sete reinos do centro, sul e nordeste da atual China foram unificados sob a coroa de Qin Shihuang, da dinastia Chin. O soberano e seus sucessores aproveitaram diversas fortificações já existentes e começou a unificá-las, preenchendo os espaços sem defesa.

Com a morte de Shihuang, a China passou por um período de revoltas e agitações políticas. Em seguida, a dinastia Han ascendeu ao poder (no final do século I a.C.) e o país voltou a experimentar o poderio militar e o crescimento econômico. A construção da Grande Muralha foi retomada e atingiu sete mil quilômetros de extensão: acredita-se que um milhão de operários (soldados, operários e condenados) foi ocupado nas obras; destes, 80% morreram por causa do frio e das péssimas condições de alimentação.

A construção da Muralha da China foi abandonada em 1644, na dinastia Qing, quando o império passou a colonizar regiões mais ao norte. Antes disto, no entanto, ela se revelou ineficaz com relação à defesa do território; mongóis, xiambeis (nativos da atual Mongólia e do noroeste da China) e outros povos conseguiram escalá-la ou abrir brechas em sua estrutura: o muro é efetivamente uma construção defensiva, mas sempre foi difícil manter guerreiros em toda a sua extensão, para conter os ataques; o sistema é mais producente para proteger cidades e pequenas aldeias.

A dinastia Qing, formada por nômades Manchu que abandonaram a construção e conquistaram todo o território até o Góbi – uma defesa natural –, foi a última família real da China, cujos imperadores reinaram entre 1644 e 1912, quando, na Revolução Xhinhai, foi estabelecida a república.

Depois da Segunda Guerra Mundial, com a derrota dos japoneses (que haviam tomado o controle do país em 1937), a China se tornou um país comunista, sob o comando de Mao Tsé-Tung. O muro permaneceu abandonado até a década de 1980, quando o líder comunista Deng Xiaoping iniciou a restauração, para tornar a Grande Muralha em um grande símbolo nacional.

Ocorreram muitos erros, no entanto, que prejudicaram bastante a estrutura. A Muralha da China original era feita de pedra e argamassa (uma mistura de agregados miúdos, aglomerantes inorgânicos e água), mas, na restauração, foi usado cimento moderno. No noroeste do país, a técnica foi responsável pela queda de uma torre de 630 anos. De acordo com especialistas, dois terços do muro ficaram comprometidos pelo uso de técnicas inadequadas e hoje encontram-se em ruínas.

As características

A Grande Muralha se estende desde a Província de Gansu (desfiladeiro de Jiayuguan) até a foz do rio Liaoning. Atravessa quatro províncias, o deserto de Góbi e duas regiões autônomas. A altura média é de sete metros (em alguns pontos mais planos, chega a atingir dez metros de altura). Em 2012, o governo chinês afirmou oficialmente que a estrutura defensiva – que também inclui portas, fortalezas e torres de guarda – tem mais de 21 mil quilômetros de extensão.

Não se sabe em que época (talvez no século XIX), os pisos foram pavimentados: é a única estrutura unificada da Grande Muralha. Isto permitiu a boa circulação de carroças e bigas, facilitando o trabalho de defesa e também o deslocamento de frotas mercantis que se deslocavam para o golfo Pérsico (e dali para o Mediterrâneo oriental). Durante a construção, os degraus foram evitados, dando lugar a rampas para facilitar o acesso. Atualmente, servem para a circulação de “bondinhos” para o transporte de turistas.

A avaliação é ilusória, no entanto. Inclui estruturas que já não existem mais (e talvez nunca tenham existido). Como não se trata de uma muralha única, mas uma união de vários muros, construídos em épocas diferentes e por motivos diversos, ela apresenta diversas técnicas de construção. Próximo a Pequim, por exemplo, os muros foram erguidos com pedras de calcário (algumas medem mais de dois metros); em outras regiões, granito e tijolos cozidos; nas regiões mais a oeste, onde o material de construção é mais escasso (ficam perto do deserto), a técnica mais comum é a faxina: galhos de árvores enfeixados. A largura média é de oito metros na base e seis metros no topo.

É um monumento impressionante, de qualquer forma. Observadores imparciais afirmam que o comprimento total beira os nove mil quilômetros – a maior estrutura feita pelo homem em todo o planeta e, por isto, é um dos pontos turísticos mais visitados no Oriente. No entanto, apesar de ser um mito muito divulgado, não é possível avistar a Muralha da China do espaço.

A comunicação entre as torres de guarda – estimadas em 40 mil, dispostas em intervalos regulares – era feita com bandeiras coloridas, sinais de fumaça e fogos (os chineses descobriram a utilidade da pólvora e inventaram os fogos de artifício). Torres e fortalezas foram construídas com porões, utilizados como alojamento para os soldados, estoque de suprimentos, estábulos e depósitos de armas e munição. Durante a dinastia Ming, um sinal de fumaça com um tiro indicava a aproximação de cem invasores; dois sinais e dois tiros, 500 inimigos; três sinais e três tiros, mais de mil de aproximavam da fronteira.

Em um concurso informal realizado em 2009, a muralha foi incluída entre as sete maravilhas modernas do mundo, juntamente com o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e Chichén Itzá, no México, entre outras. A Grande Muralha é um patrimônio imortal da humanidade, tombada pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Em seguida, um vídeo com imagens da Grande Muralha.

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2 Comentários

  • Lembram do almanaque Biotônico Fontoura? pois bem… foi justamente ali, que nos idos de 1960 Eu li que, a Muralha da China, maior realização do engenho humano, teria utilizado para sua construção, 10.000.000(dez milhões) de homens, durante 20(vinte) anos!!! E até hoje, Eu tenho/tinha esta convicção! E agora???!!!

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