A geração de ouro completa 20 anos

Brasil, treinado por José Roberto Guimarães, comemorou nesta semana os 20 anos do primeiro ouro olímpico, em Barcelona.

Hoje técnico da seleção feminina de vôlei do Brasil, José Roberto Guimarães vai em busca de sua terceira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos neste sábado, contra a equipe dos Estados Unidos. A seleção masculina também tentará seu terceiro título em uma Olimpíada neste domingo, contra a Rússia. Tanto Zé Roberto como o time masculino buscam seu tricampeonato particular. E o primeiro título de ambos ocorreu conjuntamente.

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Na última quinta, comemoraram-se os 20 anos da primeira geração de ouro do vôlei brasileiro. A conquista do título olímpico nos Jogos de Barcelona, em 1992, foi confirmada através de uma vitória fácil diante da Holanda, por 3 sets a 0. E o melhor: Carlão, Tande, Marcelo Negrão, Giovane, Paulão e Maurício, formação titular daquela conquista, terminaram o torneio invictos, com apenas três sets perdidos, numa das mais brilhantes trajetórias de uma seleção na história olímpica.

O grupo na primeira fase era dificílimo. A trajetória começou com um complicado 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. Sim, embora os coreanos não tenham vencido nenhum set, deram trabalho. Depois de 15 a 13 no primeiro (os sets iam até 15 pontos, e só quem confirmava seu saque marcava ponto), um apertado 16 a 14 no segundo e, aí, um tranquilo 15 a 7 no terceiro iniciaram a trajetória com o pé direito.

Na segunda partida, um desafio complicado: a temida CEI, a Comunidade dos Estados Independentes (antiga União Soviética e atual Rússia), medalha de prata na edição anterior, em Seul 1988. O Brasil começou bem, abrindo 2 a 0 com facilidade (15-6 e 15-7), sofreu sua maior derrota em um set no terceiro (9-15), mas confirmou o resultado positivo com um emocionante 16-14 no quarto.

O terceiro compromisso foi a Holanda, uma prévia do que seria a decisão da medalha de ouro. Vitória tranquila, por 3 a 0 (15-11, 15-9 e 15-4). A seguir, outra potência mundial: Cuba, que foi batida por 3 a 1 (15-6, 15-8, 12-15 e 15-8). Finalizando a primeira fase, um tranquilo 3 a 0 sobre a lanterna Argélia (15-8, 15-13, 15-9), que deu ao Brasil a liderança de seu grupo na primeira fase.

Nas quartas de final, vitória sobre o Japão, também por 3 a 0 (15-12, 15-5, 15-12). Ao mesmo tempo, a Holanda eliminava a Itália, outra favorita ao ouro, um placar surpreendente, que abria caminho para o título brasileiro. A CEI também caiu nesta etapa para os Estados Unidos, que eram o próximo desafio da equipe de Zé Roberto, nas semifinais. Os medalhistas de ouro em Seul começaram ganhando (12-15), momento mais difícil do Brasil em toda a Olimpíada. Mas uma virada espetacular deu à equipe brasileira a vitória por 3 a 1, com 15-8, 15-9 e 15-12.

A seleção chegava como favorita à finalíssima. A Holanda levara 3 a 0 do Brasil na primeira fase e terminou o grupo na quarta colocação entre seis equipes. No entanto, como havia surpreendido Itália e Cuba, os holandeses eram tratados com respeito e muita cautela. Impondo seu vôlei superior, o Brasil venceu com tranquilidade: 15-12, 15-8 e 15-5. Novo 3 a 0, e medalha de ouro garantida pela primeira vez.

A geração de ouro de 1992

Titulares

Marcelo Negrão, 19 anos
Giovane, 21 anos
Paulão, 28 anos
Maurício, 24 anos
Carlão, 27 anos
Tande, 22 anos

Reservas

Jorge Édson, 23 anos
Janélson, 23 anos
Douglas, 21 anos
Talmo, 22 anos
Pampa, 27 anos
Amauri, 33 anos

Técnico

José Roberto Guimarães, 38 anos

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