100 metros rasos: os homens mais rápidos do mundo

Jamaicano Usain Bolt bateu novo recorde olímpico em Londres e atingiu velocidade média de 37,4 km/h.

O jamaicano Usain Bolt confirmou o favoritismo e ganhou, no último domingo, a prova dos 100 metros rasos, a mais rápida do atletismo mundial. Bolt completou a prova em 9.63s, batendo o recorde olímpico, que era dele próprio, em Pequim/2008, com 9.69s. Por apenas cinco centésimos, não quebrou o recorde mundial na prova, que é dele próprio.

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A história da prova dos 100 metros se confunde com a dos próprios Jogos Olímpicos. Trata-se do momento mais nobre de um dos esportes mais antigos em Olimpíadas. Tanto que a primeira vez em que foi disputada foi na edição de 1896, em Atenas, na primeira edição dos Jogos na era moderna. Na oportunidade, o americano Thomas Burke finalizou a prova em 11.8s, mais de dois segundos acima de Bolt, a 30,5 km/h. Já é um tempo bem mais rápido que uma pessoa normal hoje em dia é capaz de conseguir.

Usain Bolt, que chega a quase 60 km/h no auge da prova, é capaz de repetir nos 200 metros rasos a mesma velocidade impressionante que imprime na prova dos 100 metros. O jamaicano detém o recorde mundial de ambas as provas: 9.58s na dos 100 (37,6 km/h), e 19.19s na dos 200 (37,5 km/h).

A história dos 100 metros rasos nos Jogos Olímpicos

1896: na primeira prova olímpica da história, o americano Thomas Burke ganha o ouro, fazendo os 100 metros em 11.8 s.

1900: em quatro anos, uma grande evolução. O também norte-americano Frank Jarvis baixa da casa dos 11 segundos, ganhando o ouro com 10.8s, a 33,3 km/h. É um segundo de diferença em relação ao recorde anterior. Para se ter uma ideia do feito de Jarvis, o atletismo mundial levaria 96 anos para baixar mais um segundo na prova dos 100 metros.

1920: Charlie Paddock, também dos Estados Unidos, atinge 10.6s, beirando os 34 km/h.

1932: Eddie Tolan bate o recorde olímpico doze anos depois. O americano faz os 100 metros em 10.4s, a 34,6 km/h.

1936: o americano Jesse Owens baixa novamente o recorde olímpico em Berlim, completando a prova em 10.3s, com velocidade média de 35 km/h. O tempo era meio segundo mais baixo que o recorde de 1900. Seriam necessários mais 60 anos para baixar outro meio segundo.

1960: depois de três Olimpíadas aonde o recorde não chegou perto de ser batido, o alemão Armin Hary baixa o tempo para 10.2s, com velocidade de 35,3 km/h.

1964: o americano Bob Hayes atinge a marca de exatos 10 segundos, a 36 km/h.

1968: na Cidade do México, o americano Jim Hines entra para a história ao ser o primeiro homem a correr abaixo dos 10 segundos, completando a prova em 9.95s, a 36,2 km/h.

1988: após quatro Olimpíadas com tempos acima dos 10s, o americano Carl Lewis chega a 9.92s, batendo o recorde olímpico, a 36,3 km/h. O canadense Bem Johnson correu a 9.79s na mesma prova, mas perdeu o ouro por ter sido reprovado no exame antidoping.

1996: desta vez, o Canadá levou ouro de forma legítima. Donovan Bailey fez 9.84s em Atlanta, baixando da casa de 9.90s. Velocidade de 36,6 km/h.

2008: o fenômeno jamaicano Usain Bolt fecha em 9.69s, mesmo tirando levemente o pé no final, ultrapassando os 37 km/h e chegando, pela primeira vez, mais próximo dos 9.50s que dos 10s.

2012: Bolt conquista o bicampeonato olímpico e o recorde na história dos Jogos com 9.63s, com velocidade de 37,4 km/h. No entanto, não consegue quebrar o recorde mundial, que é dele próprio, com 9.58s, a 37,6 km/h.

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